15 Fevereiro,2008...3:25 pm

Expulse Deus. Chore as conseqüências

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Nota do autor: Escrevi o texto abaixo antes da mais recente tragédia envolvendo atiradores em locais públicos e escolas dos EUA, a exatamente uma semana. Naquela sexta-feira, 15 pessoas foram executadas em vários ataques pelo país (não apenas em escolas). Hoje repercute mais uma tragédia em instituições de ensino superior nos EUA. As explicações podem ser várias, mas não temos dúvida do componente espiritual e toda apostasia reinante na nação que nasceu no berço cristão.

 

Expulse Deus. Chore as conseqüências

 

Em meio às incertezas eleitorais os Estados Unidos revivem as inúmeras tragédias em escolas. Desta vez envolve três mulheres. Duas assassinadas e a assassina que se suicidou em seguida. Direitos iguais? Talvez, já que a maioria das chacinas em unidades de ensino é perpetrada por homens. O certo é que a assassina, estudante de enfermagem, entrou armada numa escola de Baton Rouge, capital da Louisiana na manhã de ontem, atirou contra duas mulheres e, em frente a colegas horrorizados, se matou. O crime foi o último de uma série de tiroteios que deixou um saldo de 15 mortos nos últimos dois dias nos Estados Unidos. O mesmo número macabro de Columbine, em 1999.

 

A mídia secular dá a noticia ruim e só. Coitada, é tudo que pode fazer. Eu não tenho dúvida de que esta nova chacina é o resultado da expulsão de Deus das escolas americanas, conforme uma análise da filha do evangelista Billy Graham, num programa de televisão há alguns anos. Que resultado pode se esperar de uma pedagogia que se presta a encher a cabeça dos alunos com conhecimentos sem permitir-lhes uma chance de refletir sobre sua conduta em relação ao Deus que embasou a existência do país que, por isso mesmo, se tornou potência mundial?

 

Mais uma matança. E não será a última. Na noite de quinta-feira, 9, um homem armado matou dois policiais e três funcionários da Câmara Municipal de uma cidadezinha no Missouri. Horas antes, outro homem abriu fogo numa escola em Ohio e atirou numa professora (sua ex-esposa) na frente dos alunos. Em seguida, ao ser perseguido durante três horas pela polícia, ele se matou. A professora sobreviveu. No mesmo dia, só que do outro lado do país, um homem matou três parentes e um agente da Swat em Los Angeles, antes de ser morto por policiais.

 

Escolas onde Deus não pode entrar… Mas onde as portas estão escancaradas ao Charles Darwin e sua macacada. Ao Sigmund Freud e suas psicoses. Ao Karl Marx e seu comunismo materialista. Escolas onde alunos não podem orar ou promover manifestações relacionadas ao cristianismo. Mas pode-se praticar a feitiçaria mirim de Harry Potter. O satanismo, homossexualismo, relações sexuais precoces. Pode até fazer a iniciação mediúnica espírita disfarçada de meditação transcendental. O que esperar dessa apostasia descarada? Só desespero, gemidos, lágrimas.

 

Nesse sentido, chama atenção a descrição feita pelo repórter que redigiu a notícia da Louisana. “Os primeiros policiais que chegaram ao local do crime afirmaram que a escola ‘estava um pandemônio, com pessoas correndo para todos os lados’. Ninguém informou o nome das vítimas, apenas que elas tinham entre 21 e 26 anos. O motivo do crime ainda está sendo investigado”.

 

O motivo. Ou motivos. Será dado um qualquer. Intrigas, ciúmes, disputa amorosa, talvez drogas. Ou será esquizofrenia? Por falar nisso, quais foram os motivos em Columbine? E no Colorado? E o que levou às 32 mortes em Virgínia Tech? Que explicações poderiam ser dadas às demais carnificinas escolares norte-americanas?

 

Independentemente dos motivos oficiais, a verdade incômoda é mais mentiras travestidas de ciência e menos a Verdade Absoluta — Jesus Cristo —, execrada pela Pós-Modernidade. Mais indiferença aos preceitos divinos, menos temor de Deus. Mais “laicismo”, menos Deus nos corações. Mais de tudo que afasta a idéia de um Deus, que cobra um comportamento moral de uma sociedade decadente. Menos Deus. Fora Deus!

 

A busca de motivos racionais, sociológicos, psicológicos, econômicos, políticos para as chacinas estadunidenses é complicada. Isso é tão verdadeiro que a revista Veja, analisando tragédia em escola de San Diego lá em 2001, já se perguntava com seus botões na manchete: “Por que eles fazem isso?” e, logo abaixo: “Nova chacina em escola desafia a interpretação desse fenômeno americano”. Veja pode se consolar com as palavras do repórter de Lousiana, que talvez não ajudem muito, mas servem aos seus redatores evolucionistas e antiDeus.

 

Tiroteios em locais públicos e escolas se tornaram relativamente comuns nos Estados Unidos, especialmente após o massacre de Columbine, no qual dois estudantes mataram 13 colegas, e depois se mataram, em 1999. Em abril do ano passado, um aluno de origem sul-coreana matou 32 pessoas na Universidade Virginia Tech, antes de cometer suicídio. O lobby da indústria de armas é bastante influente no país e o controle sobre a posse de armas é leve, se comparado a outros países.

 

Quais seriam motivos para os tiroteios “relativamente comuns”? A pergunta merece uma resposta que só um cristão autêntico tem. Há esperança no caos!

 

Então, voltemos à filha de Billy Graham, no programa de TV. Anne Graham foi muito feliz em sua análise da tragédia que a indiferença a Deus provoca. Ela ajuda-nos a compreender o que ocorre naquela sociedade em sua resposta à pergunta: Como Deus teria permitido algo horroroso assim acontecer no dia 11 de setembro? Ela disse:

 

Eu creio que Deus ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós. Por muitos anos nós temos dito para Deus não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas. Sendo um cavalheiro como Deus é, eu creio que Ele calmamente nos deixou. Como poderemos esperar que Deus nos dê a Sua bênção e Sua proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco? À vista dos acontecimentos recentes, ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc”.

 

Em outro trecho de sua longa resposta ela é direta e contundente:

 

Provavelmente, se nós analisarmos tudo isto seriamente, iremos facilmente compreender que nós colhemos exatamente aquilo que semeamos! Se uma menina escrevesse um bilhetinho para Deus, dizendo: Senhor, por que não salvaste aquelas pessoas na escola?”. A resposta Dele seria: “Querida criança, não me deixam entrar nas escolas! Do Seu Deus”.

 

Não se enganem: ninguém zomba de Deus. O que uma pessoa plantar, é isso mesmo que colherá” , Gálatas 6.7

 

José San Martín

‘Consagro a Deus o que escrevi’

Fonte:  http://www.caosperanca.blogspot.com

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