Amigados, mas não amigos

Pergunta:

 

Pastor, estou com uma dúvida: conheço uma jovem da minha célula que vive amigada com seu cônjuge. Eles vivem juntos há 9 anos e têm um filho. Ela se converteu ao Senhor Jesus e o descrente ñ quer mais viver com ela. Ela deve aceitar? Se eles se separarem, ela poderá casar futuramente com um cristão? baseado em I COR 7:15. DESDE JÁ AGRADEÇO! Daisy – Manaus

 

 

Resposta:

 

Filha,

 

esta jovem, embora não esteja casada de fato, vive como se tivesse. Eles têm um lar em conjunto, têm filho, têm vida conjugal como todos os casais casados. Por isso ela não deve deixar o companheiro, mas orar pela conversão dele, ser boa “esposa”, viver biblicamente, batizando-se, tomando a ceia, indo aos cultos, lendo a Bíblia, dando bom testemunho. Permanecendo juntos o marido e o filho são santificados.

 

Se com isso o companheiro permanecer com ela, então é importante que eles procurem regularizar a união, casando-se.

 

Mas se o “marido” não quiser converter-se e insistir em separar-se, ela não pode fazer nada, a não ser orar. “a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, não deixe o marido. Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte, os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos. Mas, se o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos, não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã; Deus vos tem chamado à paz. Pois, como sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, como sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?” (1 Co 7:13-16).

 

E, se ele for embora, ela pode casar-se, tomando o cuidado de escolher um varão convertido, que ame ao Senhor Jesus, que a ame e que ame ao filho dela, para que ela não caia novamente em jugo desigual.

 

Que a graça e a paz do Senhor esteja com vocês e com todos os membros da sua célula.

 

José Adelson de Noronha

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Um comentário sobre “Amigados, mas não amigos”

  1. A história se repete muitas vezes: “Éramos jovens descrentes. Não sabíamos nada sobre a Bíblia. O casamento não deu certo. Agora quero casar de novo, e tenho certeza que Deus quer a minha felicidade e abençoará o novo casamento.”

    Este raciocínio, muito difundido hoje em diversas igrejas, procura uma maneira de “anular” casamentos do passado e justificar novos. Sugere que a vontade de Deus sobre o casamento aplica-se aos cristãos, mas que os descrentes, na sua ignorância, não são sujeitos aos mesmos princípios.

    Alguns religiosos chegam a negar a validade de qualquer casamento não feito na igreja. É isso que a Bíblia diz? Observemos alguns fatos importantes:

    O casamento existiu bem antes da igreja ser edificada. Logo quando Deus criou o primeiro casal, ele introduziu o casamento. A linguagem usada mostra que anunciou um princípio que aplicaria geralmente aos seres humanos, pois Adão não tinha e não deixou pai e mãe, mas Deus disse: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gênesis 2:24).

    Mesmo depois de separar Abraão e seus descendentes para ser um povo escolhido, Deus ainda reconheceu os casamentos de outros povos (Gênesis 20:17; Ester 5:10,14; 6:13; Isaías 13:16).

    Antes de enviar os apóstolos para pregar ao mundo e antes de estabelecer a sua igreja, Jesus reforçou a validade da lei original do casamento: “Desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher…. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem” (Marcos 10:6-9).

    Paulo disse que alguns dos coríntios eram adúlteros antes de se converterem (1 Coríntios 6:9-11). Se a lei de Deus do casamento não se aplicasse aos descrentes, não seriam culpados de pecados contra o matrimônio (adultério).

    A Bíblia não fala nenhuma vez de casamento “na igreja” e não atribui à igreja o papel de oficializar casamentos. A validade do casamento não depende da igreja. Duas pessoas descrentes que assumem o compromisso do casamento são, diante de Deus, casadas. Se tiverem relações com outros, cometem adultério. Se chegarem a se divorciar, fazem isso contra a vontade de Deus.

    “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hebreus 13:4).

    Jesus disse: “Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra, comete adultério” (Mateus 19:9). Qualquer raciocínio que despreza a santidade do casamento vem do homem, e não de Deus.

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