Casamento infeliz

 

Pergunta:

 

Bom dia,

 

Sou cristã, mas meu irmão não, tendo ambos sido criados em lar cristão.

 

Meu irmão casou-se com 21 anos, com uma mulher bem mais velha que ele, sem amá-la, mas por tê-la engravidado. Ele achava que o amor viria com o tempo, mas o tempo só fez piorar.

 

Estão casados há 11 anos, mas ele sempre esteve muito infeliz. Agora quer divorciar-se, mas minha mãe disse que é pecado. Apesar dele viver infeliz, ele deve pagar pelo ato impensado do passado.

 

Gostaria de poder ajudá-lo, mas não sei como. Já levei ambos para encontro de casais, quando tem na igreja, mas não muda nada.

 

Grata

 

 

Resposta:

 

Irmã,

 

Deus abomina o divórcio, pois assim como o casamento é uma figura da aliança entre Cristo e a Igreja, o divórcio é uma figura da apostasia entre a Igreja e Cristo. A Palavra de Deus só permite o divórcio (sem o direito a um segundo casamento) em caso de infidelidade por parte do cônjuge.

 

Quem estiver nesse caso pode divorciar-se, porém tem que estar disposto a viver solteiro e sem sexo daí em diante, pois sexo fora do casamento é pecado. Um segundo casamento só será possível pela misericórdia de Deus e não por direito assegurado na Palavra, conforme você pode ver abaixo:

 

“Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo?

 

Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.

 

Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar?

 

Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio. Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério.

 

Disseram-lhe os discípulos: Se essa é a condição do homem relativamente à sua mulher, não convém casar.

 

Jesus, porém, lhes respondeu: Nem todos são aptos para receber este conceito, mas apenas aqueles a quem é dado. Porque há eunucos de nascença; há outros a quem os homens fizeram tais; e há outros que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus. Quem é apto para o admitir admita” (Mt 19:3-12).

 

Filha, seu irmão é infeliz não por causa do mau casamento, mas porque está afastado de Deus. E esse mau casamento já é consequência dos maus caminhos que escolheu trilhar. Ele está colhendo o fruto de não ter ouvido os conselhos de seus pais, bem como de não ter seguido o que aprendeu na Igreja quando era criança. Não adianta separar-se da esposa, pois a alma dele está seca de Deus. Não há refrigério para ele. Jesus não é o pastor dele (Sl 23).

 

Além disso um homem divorciado tende a cair em mais pecados do que estando casado. Um homem nesse estado vive sempre à beira de um abismo terrível, cujo fundo é cheio de “cobras e escorpiões”. Dá vertigens só de estar à beira desse abismo. Os ingleses diziam “meu castelo, meu lar”. Os judeus dizem “minha família, meu castelo”. É no seio da família que estamos mais protegidos.

 

E ainda tem o problema do filho (ou filha) que irá sofrer com a separação dos pais. Enquanto seu irmão não voltar-se verdadeiramente para Deus ele não será feliz. Hoje é o casamento que o faz infeliz. Amanhã é a falta de dinheiro, pois terá que pagar pensão á esposa e aos filhos. Outro dia é a saúde que vai mal, pois não terá um lar onde refazer as forças. Até o que parecerá bom, como a liberdade, por exemplo, vai esgotar-se rapidamente e ele voltará a ter vazio no coração. Nada satisfaz plenamente ao homem, a não ser Jesus.

 

Mas, se ele arrepender-se de seus pecados, entregar sua vida a Jesus, deixar-se conduzir pelo Espírito Santo, ele terá paz no coração, aprenderá a amar as pessoas, a perdoar, inclusive à esposa. O lar dele será feliz, porque do seu interior fluirão rios de água viva. Não terá mais sede.

 

Continue orando pelo seu irmão, pela sua cunhada, pelo lar deles. E não tenha pena dele, mas sim amor. É pelo amor que ele poderá ser transformado.

 

Que a graça e a paz do Senhor Jesus esteja com todos vocês.

 

José Adelson de Noronha

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