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Ekklesia

História Eclesiástica – Estudos em Powerpoint

Ekklesia

O que é a Igreja?

Qual sua História ao longo dos séculos?

Como ela está hoje?

O que a espera nesse momento?

São perguntas que esperamos responder nesta série de estudos que chamamos de História Eclesiástica e cujo capítulos iremos disponibilizar em powerpoint, para serem estudados e baixados, a seu critério:

1)  A IGREJA NO PERÍODO DOS APÓSTOLOS

2) As Grandes Perseguições

3) A OFICIALIZAÇÃO DO CRISTIANISMO E SEUS DESDOBRAMENTOS

4) AS HERESIAS E OS PRIMEIROS CONCÍLIOS

5) A IGREJA MEDIEVAL

6) A ASCENSÃO DO ISLÃ

7) O SURGIMENTO DO SACRO IMPÉRIO ROMANO E O AUGE DO PODER PAPAL

8) A REFORMA, A CONTRA-REFORMA E A IGREJA NO PERÍODO MODERNO

9) OS MOVIMENTOS MISSIONÁRIOS E PENTECOSTAIS

José Adelson de Noronha

A Coroa dos Crentes

Pr. Marco Antônio de Souza

 Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda. (2 Tm 4:8). 

As coroas na Bíblia representam as recompensas que serão recebidas pelo serviço fiel dos crentes. Elas têm o seu o seu simbolismo baseado nas coroas distribuídas no império romano, especialmente nas competições atléticas: Coroa de ramos de oliveira, hera e salsa ou então de flores. 

No novo testamento são estas coroas que são as citadas e não a de rei, exceto:

  1. A coroa de espinhos de Jesus, feita para ridicularizar a sua autoridade real.
  2. A coroa do anticristo em Ap 6:2, que expressa falsa fortaleza.

 

Veja mais no estudo em PowerPoint:   A coroa dos crentes

O Sermão da Montanha – Powerpoint

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e ele passou a ensiná-los, dizendo:

Em Mateus, capítulos 5, 6 e 7,  Jesus ensina aos seus discípulos tudo o que o filho de Deus necessita saber e praticar de forma a agradar a Deus. São 5 blocos de ensinamentos, distribuídos por 28 parágrafos, que passou a ser conhecido mundialmente como o Sermão da Montanha

Se o Senhor conceder graça pretendo apresentar vários estudos, em PowerPoint, destes ensinamentos de Jesus.

 Eu oro para que o Senhor abra o nosso entendimento e nossos olhos espirituais, para que possamos conhecer a beleza de Jesus e o amor de Deus por nós e possamos assim, viver de forma a agradar a Deus, o nosso Pai.

 José Adelson de Noronha

Estudos disponíveis para download, em powerpoint

1) O Sermão da Montanha – Introdução em Powerpoint

2) Bem-aventurados os humildes de espírito

 

Relação Mestre/Discípulo 

No contexto do século I, ser discípulo de alguém  significava desejar ser como o mestre. O discípulo renunciava ao seu saber para apreender tudo do seu mestre. Não de modo impensado e inconseqüente, como acontece com as seitas, mas pelo exemplo de vida do mestre. Havia mestres com residência fixa, mas havia também os mestres itinerantes, como Jesus. Paulo, por exemplo, destaca a importância de Gamaliel, como mestre em Jerusalém, até que ele conheceu Jesus, o mestre dos mestres. .

 O mestre atraía os discípulos, com o objetivo de fazê-los semelhantes a si mesmo, em cada área da vida, transmitindo-lhes conhecimento, sabedoria e comportamento ético.

 Jesus pára de andar, olha à sua volta e vê as multidões que O seguiam, pensa nas motivações de cada pessoa que está ali e resolve então ensinar-lhes a essência da sua própria vida. Além de testá-los quanto à disposição em segui-lo. Ele sobe então a um monte, assenta-se e fica quieto, aguardando. Então, aqueles que tinham sede em ser como ele, aproximam-se, assentam-se à sua volta, e ele começa a ensiná-los.

 O que ensinar primeiro?

 Jesus decide por ensinar a liberdade. Tiago diz que aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar (Tg 1:25).

 Jó, para explicar a liberdade, usa o jumento selvagem como exemplo. A sua casa é o espaço aberto, os montes são o seu banquete e ele ri-se daqueles que querem prendê-lo.  Assim é, segundo Jesus, com todo aquele que renuncia aos seus desejos e às ofertas que o mundo oferece, por mais importantes e valorosos que possam parecer, por causa do Reino de Deus.

 Ser livre do mundo e membro do Reino de Deus é ser bem-aventurado. A palavra grega usada para bem-aventurado é makarios, correspondente no hebraico a asher. Mas o significado hebraico, no qual Jesus pronunciou significa muito mais que o nosso português dá a entender. No hebraico ascher significa: abençoado, feliz e afortunado

 

Bloco A)  Quem é feliz, abençoado e afortunado, segundo Jesus

São 9 bem-aventuranças para aqueles que renunciam ao mundo e suas ofertas, por amor a Jesus: 

  1. Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.
  2. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
  3. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.
  4. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.
  5. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
  6. Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.
  7. Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
  8. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
  9. Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus;  

 

Bloco B)  Quem é o Verdadeiro Discípulo de Jesus

 São 3 exemplos de quem poderá ser chamado Discípulo de Jesus:

10. É sal da terra

11. É luz do mundo

12. Excede ao que se espera dele

 

Bloco C)  Excedendo a Justiça, nos relacionamentos humanos 

São 5 exemplos de como, nos relacionamentos humanos, exceder ao que o mundo julga como justo: 

13. Ofensa e Reconciliação

14. Adultério e divórcio

15. Nunca jurar

16. Dando a outra face

17. Amar sempre, até ao inimigo

 

Bloco D)  Deus, o nosso Pai, excede no Relacionamento conosco 

São 7 exemplos de como relacionar-se corretamente com Deus, colocando-O sempre no centro: 

18. Nossas obras são exclusivamente para o Pai

19. Como se deve orar

 20. A Oração do Pai Nosso

21. O jejum é relacionamento com o Pai

22. Confiança absoluta em Deus

23. Reconhecimento de pecados e da Graça. Não julgar

24. O Espírito da  Lei é: Deus é Bom 

 

Bloco E) Cuidados durante a Peregrinação 

São 4 exemplos de cuidados que devemos tomar durante nosso tempo de peregrinação na terra: 

25. Andar somente pelo caminho estreito

26. Cautela contra os falsos líderes

27. Cautela contra nós mesmos

28. Praticar a Palavra é Edificar na Rocha 

O Silêncio Profético

 

Pergunta:  

Gostaria de obter maiores informações sobre o período Inter-testamentário, que compreendeu os 400 anos entre o V. testamento e o N.T. – Rafael 

 

Resposta:  

Irmão, neste período aconteceram muitas coisas importantes, tanto para Israel, quanto para todo o mundo, embora Deus não tenha inspirado nenhum autor a escrever qualquer obra que devesse fazer parte do Canon Sagrado. É conhecido como o período de “silêncio” profético. O Senhor continuou falando aos homens, porém de forma individual. Mas sempre esteve no controle da situação. Tudo o que acontecia, tanto em Israel quanto no mundo era sob a permissão de Deus, assim como hoje.

 

Do ponto de vista geo-político: 

Preliminarmente houve o império Medo-Persa, baseado na capital, Babilônia. Esse império era baseado em parte do atual Irã. O surgimento desse império, e o que ele faria, foi profetizada a Nabucodonosor e a Daniel. É representado por duas figuras na Bíblia: o peito de prata na estátua de Nabudonosor (Dn cap 2) e também o urso, no sonho de Daniel (Dn cap. 7).  

Os personagens principais foram: Ciro, Dario, Assuero, Ester, Zorobabel, Esdras, Neemias, Ageu. Zacarias e Malaquias. 

Ciro permitiu que os judeus voltassem e reconstruíssem os muros de Jerusalém e o templo. Desse período resultaram alguns benefícios:

- Os sacrifícios/festas judaicos passaram a ser feitos com mais entendimento e ardor;

  • A dispersão dos judeus por outras nações (diáspora), com mais sinagogas e expansão da doutrina de um Deus único;

     

Depois de Malaquias, começa então o período inter-testamentário. Surge o Império Grego ou Macedônio, fundado por Alexandre, o Grande, na Grécia/Macedônia. A vinda desse império também foi profetizada a Nabucodonosor e a Daniel e é representado por duas figuras na Bíblia: o ventre de bronze na estátua de Nabudonosor (Dn cap 2) e também o leopardo com asas, no sonho de Daniel (Dn cap. 7). 

Alexandre invadiu Jerusalém, dominou todo o mundo civilizado conhecido na época. Depois da morte de Alexandre, o império foi desmembrado em quatro partes. O estabelecimento de uma língua (grego popular) e uma cultura universal, o que viria facilitar, futuramente, a expansão do evangelho, foi o grande herança desse império. 

Nesse período, em Israel, surgiram muitas resistências ao domínio estrangeiro, sendo que a mais conhecida foi a dos Macabeus. 

Surge depois o Império Romano, que dividia seus territórios em províncias, para melhor governar. A vinda desse império também foi profetizada a Nabucodonosor e a Daniel e é representado por duas figuras na Bíblia: A pélvis e as pernas de ferro na estátua de Nabudonosor (Dn cap 2) e também o animal terrível, com dez chifres, no sonho de Daniel (Dn cap. 7).  

Posteriormente o império romano foi dividido em dois (as duas pernas da estátua de Nabudonosor): do oriente, com sede em Constantinopla (hoje Istambul, Turquia) e do ocidente, com sede em Roma.

 

Do ponto de vista religioso: 

Os judeus tornaram-se mais rigorosos quanto à lei e às tradições judaicas. Surgem os Saduceus (elite sacerdotal), os fariseus (estudiosos e defensores ferrenhos da Lei e tradições, os sicários e zelotes (a resistência armada), e outras sub-divisões, como os essênios.  

Herodes, o Grande (um edomita) reconstruiu o II Templo, ampliando-o e modernizando-o. Gastou uma fortuna incalculável, tirada dos impostos altíssimos infligidos ao povo. Levou 46 anos para isso, mas de nada adiantou, pois no ano 70 d.C o templo foi completamente destruído pelos romanos. 

Espiritualmente a Bíblia chama esse período como sendo a plenitude dos tempos (Gl 4:4). Jesus veio na plenitude dos tempos, precedido por João Batista. 

Os benefícios que facilitaram a expansão do cristianismo posteriormente foram: construção de excelentes estradas; proteção militar e paz nos territórios, liberdade de comércio, transporte e locomoção; nova diáspora, mais sinagogas, mais colônias judaicas. 

Amado, biblicamente o império romano ainda não acabou. A sua continuação se dará nos tempos do anticristo, quando os pés de ferro se fundirem com o barro. Isso será feito por meio de uma aliança política, possivelmente da Comunidade Européia com os judeus (o barro). Lembre-se que a Turquia reinvindica a sua integração à Europa por ter uma pontinha de seu território europeu. 

Espero tê-lo esclarecido, resumidamente, o que ocorreu no período chamado de “silêncio” profético. Deus nunca deixou de ter controle da situação, pois profetizou tudo o que iria acontecer. “Assim diz o SENHOR que faz estas coisas, o SENHOR que as forma para as estabelecer (SENHOR é o seu nome): Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes” (Jr 33:2,3). 

Veja também download do estudo abaixo:

Período Interbíblico, em Powerpoint

 

Que a graça e a paz do Senhor esteja com você. 

José Adelson de Noronha

Geografia Bíblica – Estudos em Power Point

Jesus e a terra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Geografia Bíblica é a parte da Geografia Geral que estuda as terras e os povos bíblicos e conduz à História Bíblica.

Deus permitiu a inserção de grande volume dessa matéria na Bíblia.

Um exame, mesmo superficial, mostrará que a cada passo, a Bíblia menciona terras, povos, montes, cidades, vales, rios, mares e fenômenos físicos da natureza.

O ensino da Bíblia torna-se objetivo e de fácil comunicação quando podemos apontar, mostrar e descrever os locais onde os fatos se desenrolaram. Exemplos: Lc 10.30 (“descia um homem de Jerusalém para Jericó”);

Veja nos estudos abaixo, em powerpoint, mais detalhes sobre a Geografia Bíblica:

1) Geografia Bíblica – Introdução

2) A Extensão do Mundo Bíblico

3) Geografia de Israel:

http://verboeterno.files.wordpress.com/2009/09/geografia-de-israel.ppt

4) Mares e Rios de Israel:

http://verboeterno.files.wordpress.com/2009/09/mares-e-rios-de-israel.ppt

Renascimento do rio Zin, em Israel: http://www.youtube.com/watch?v=bMm8wWNo7cA

5) Montanhas e Planícies de Israel:

http://verboeterno.files.wordpress.com/2009/12/montanhas-e-planicies-de-israel.ppt

6) Províncias e Cidades de Israel:

http://verboeterno.files.wordpress.com/2010/01/provincias-e-cidades-de-israel.ppt

7) Os Habitantes Primitivos de Israel:

http://verboeterno.files.wordpress.com/2010/01/os-habitantes-primitivos-de-israel.ppt

8) Viagens Missionárias de Paulo:

http://verboeterno.files.wordpress.com/2010/01/viagens-missionarias-de-paulo.ppt

9) Os Grandes Impérios

Geografia Histórica – Impérios

10) A Rota do Êxodo do Povo de Deus

http://tempodofim2.tripod.com/Exodo.htm

 

José Adelson de Noronha

Uma vida cheia do Espírito – Cap. 1

O texto a seguir é de autoria de Charles G. Finney (1792-1875) e será apresentado em nove capítulos semanais.

Charles G. Finney

Capitulo 1 – Poder do Alto

Peço vênia para, através desta coluna, corrigir a impressão errônea recebida por alguns dos participantes do recente Concílio em Oberlin, do breve comentário que lhes fiz na manhã do sábado e, depois, no domingo. Na primeira dessas ocasiões, chamei a atenção dos presentes para a missão da Igreja, de fazer discípulos de todas as nações, de acordo com o registro de Mateus e de Lucas. Afirmei que essa incumbência foi dada por Cristo a toda a Igreja, da qual cada membro está na obrigação de fazer da conversão do mundo o trabalho a que dedique a sua vida.

Levantei então duas questões:

1) de que necessitamos, para conseguir sucesso nessa obra imensa?

2) Como podemos obtê-lo?

Resposta

1. Precisamos ser revestidos de poder do alto. Cristo anteriormente informara aos discípulos que, sem ele, nada podiam fazer. Quando os encarregou da conversão do mundo, acrescentou: “Permanecei, porém, na cidade (Jerusalém), até que do alto sejais revestidos de poder. Sereis batizados com o Espírito Santo não muito depois destes dias. Eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai” (At 1:4,5). Esse batismo do Espírito Santo, a promessa do Pai, esse revestimento do poder do alto, Cristo informou-nos expressamente ser a condição indispensável para a realização da obra de que ele nos incumbiu.

2. Como havemos de obtê-lo? Cristo prometeu-o expressamente, a toda a Igreja e a cada pessoa cujo dever é trabalhar para conversão do mundo. Ele admoestou os primeiros discípulos a que não pusessem mãos à obra enquanto não recebessem esse revestimento de poder do alto. Tanto a promessa como a admoestação têm igual aplicação a todos os cristãos de todos os tempos e povos. Ninguém, em tempo algum, tem o direito de esperar bom êxito, se não obtiver primeiro o poder do alto. O exemplo dos primeiros discípulos ensina-nos como obter esse revestimento. Primeiramente consagraram-se a esse trabalho, continuando em oração e súplicas até que, no dia de Pentecoste, o Espírito Santo veio sobre eles e receberam o prometido revestimento do poder do alto. Eis, portanto, a maneira de obtê-lo.

O Concílio pediu-me que dissesse mais sobre o assunto, razão pela qual, no domingo, tomei por texto a declaração de Cristo, de que o Pai está mais pronto a dar o Espírito Santo àqueles que lho pedirem, do que nós a darmos boas dádivas a nossos filhos. Disse a eles:

1. Este texto informa-nos que é sumamente fácil obter-se o Espírito Santo, ou seja, esse revestimento de poder da parte do Pai.

2. Isso se torna assunto constante de oração: todos o pedem, em todas as ocasiões; entretanto, à vista de tanta intercessão, é relativamente pequeno o número daqueles que, efetivamente, são revestidos desse Espírito do poder do alto! A lacuna não é preenchida: a falta de poder é assunto de constante reclamação. Cristo diz: “Todo o que pede recebe” (Mt 7:8), porém não há negar que existe um “grande abismo” entre o pedir e o receber, o que representa pedra de tropeço para muitos. Como, então, se explica essa discrepância?

Tratei de mostrar por que muitas vezes não se recebe o revestimento. Eu disse a eles:

1) De modo geral, não estamos dispostos a ter aquilo que desejamos e pedimos; 2) Deus nos informa expressamente que, se contemplarmos a iniqüidade no coração, ele não nos ouvirá. Muitas vezes, porém, quem pede é complacente consigo mesmo; isso é iniqüidade, e Deus não o ouve; 3) é descaridoso; 4) é severo em seus julgamentos; 5) é auto-dependente; 6) repele a convicção de pecado; 7) recusa-se a fazer confissão a todas partes envolvidas; 8) recusa-se a fazer restituição às partes prejudicadas; 9) é cheio de preconceitos insinceros; 10) é ressentido; 11) tem espírito de vingança; 12) tem ambição mundana; 13) comprometeu-se em algum ponto e não quer dar o braço a torcer, ignora e rejeita maiores esclarecimentos; 14) defende indevidamente os interesses de sua denominação; 15) defende indevidamente os interesses da sua própria congregação; 16) resiste aos ensinos do Espírito Santo; 17) entristece o Espírito Santo com dissenção; 18) extingue o Espírito pela persistência em justificar o mal; 19) entristece-o pela falta de vigilância; 20) resiste-lhe dando largas ao mau gênio; 21) é incorreto nos negócios; 22) é impaciente para esperar no Senhor; 23) é egoísta de muitas formas; 24) é negligente na vida material, no estudo, na oração; 25) envolve-se demasiadamente com a vida material, e os estudos, faltando-lhe por isso tempo para oração; 26) não se consagra integralmente, e –27) o último e maior motivo, é a incredulidade: pede o revestimento, sem real esperança de recebê-lo. “Aquele que não dá crédito a Deus o faz mentiroso” (1 Jo 5:10). Esse, então, é o maior pecado de todos. Que insulto, que blasfêmia, acusar a Deus de mentir!

Fui obrigado a concluir que, nesses e noutros pecados é que se encontra a razão de se receber tão pouco quando tanto se pede. Falei que não havia tempo para apresentar o outro lado da questão. Alguns dos irmãos perguntaram depois: “Qual é o outro lado?” O outro lado apresenta a certeza de que receberemos o prometido revestimento de poder do alto e seremos bem-sucedidos em ganhar almas, desde que peçamos e cumpramos as condições, claramente reveladas. da oração vitoriosa. Observe-se que o que eu disse no domingo versava sobre o mesmo assunto do dia anterior e era um aditamento a ele.

O mal-entendido a que fiz alusão foi o seguinte:

se primeiro nos desfizermos de todos esses pecados que nos impedem de receber o revestimento, não estaremos já de posse da bênção? De que mais precisamos?

Resposta: há grande diferença entre a paz e o poder do Espírito Santo na alma. Os Discípulos eram cristãos antes do dia de Pentecoste e, como tais, possuíam certa medida do Espírito Santo. Forçosamente, tinham a paz resultante do perdão dos pecados e do estado de justificação, porém ainda não tinham o revestimento de poder necessário para desempenharem a obra que lhes fora atribuída. Tinham a paz que Cristo lhes dera, mas não o poder que lhes prometera. Isso pode se dar com todos os cristãos, e, a meu ver, está exatamente aí o grande erro da Igreja e do ministério: descansam na conversão e não buscam até obter esse revestimento de poder do alto.

Resulta que tantos que professam a fé não têm poder nem com Deus nem com o homem. Não são vitoriosos, nem com um nem com o outro. Agarram-se a uma esperança em Cristo, chegando mesmo a ingressar no ministério, mas deixam de parte a admoestação a que esperem até que sejam revestidos do poder do alto. Mas, traga alguém todos os dízimos e todas as ofertas ao tesouro de Deus; deponha tudo sobre o altar, nisso prove a Deus, e verificará que Deus “abrirá as janelas do céu e derramará uma bênção tal que dela lhe advenha a maior abastança” (Ml 3:10).

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