O Relacionamento Patrão e Empregado Cristãos


 Pr. Marco Antônio de Souza

 

O relacionamento entre patrão e empregado tem sido muito tempestuoso, mesmo quando são cristãos. Reconhecemos que a melhor atitude em qualquer caso é praticar a Palavra de Deus, ou seja, perdoar o irmão e orar pedindo que o Senhor o abençoe. Deus jamais dará razão a qualquer das partes. Mas por causa da dureza do nosso coração sempre teremos problemas nessa área. Como este assunto é muito pouco debatido e ensinado na Igreja, sentimos que deveríamos empreender uma pesquisa sobre a vontade de Deus no relacionamento entre patrão e empregado cristãos.

Que fique claro que este trabalho não tem a intenção de colocar “lenha na fogueira” dos desentendimentos, nem criar celeuma, mas que as partes encontrem neste estudo uma linha de ação segura onde possam se relacionar sob a luz da vontade justa e soberana Daquele que não faz acepção de pessoas, o Senhor Jesus Cristo, Justo Juiz. A quem seja Honra e Glória também no trabalho secular dos que confessam o seu Nome. “Que proveito tem o trabalhador naquilo em que se afadiga?” Ec. 3:9

Deus instituiu o trabalho para o homem antes do pecado entrar no mundo (Gn 2:15). O trabalho foi estabelecido para nosso benefício. O trabalhador, seja ele patrão ou empregado, trabalha para ver suas necessidades supridas: “O apetite do trabalhador o faz trabalhar, porque a sua fome o incita a isso” (Pv 16:26), mas por outro lado tem a alegria de poder servir a Deus e ao próximo com os talentos que recebeu. “Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco quer muito; mas a saciedade do rico não o deixa dormir” (Ec 5:12).

A vontade do Senhor é que haja harmonia entre empregador e empregado, porém nem sempre é assim. A corrupção do pecado faz com que os homens busquem sempre os seus interesses, e não a preciosidade dos outros, enquanto a Palavra de Deus diz: “Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor” (Ef 4:2). A injustiça social nada mais é que a insubmissão ao Criador posta em prática no dia a dia “suportando-vos e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também” (Cl 3:13).

A boa notícia é que na Palavra de Deus temos orientação segura para nortear o relacionamento nas empresas cristãs, evidenciando a Justiça de Deus que não faz acepção de pessoas. Salientamos que o Senhor impôs direitos e deveres às duas partes, e que os direitos de um são limitados pelos do outro. Por exemplo, se o empregado deve em tudo ser submisso ao patrão, este, por sua vez não pode usar dessa prerrogativa para defraudá-lo (enganá-lo).

 

  1. As responsabilidades do empregado cristão:

Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo somente à vista como para agradar aos homens, mas em singeleza de coração, temendo ao Senhor e tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração, como ao Senhor, e não aos homens sabendo que do Senhor recebereis como recompensa a herança; servi a Cristo, o Senhor. Pois quem faz injustiça receberá a paga da injustiça que fez; e nisso não há acepção de pessoas” (Cl 3:22-25)

Deve obedecer em tudo ao seu patrão ou chefe, tratá-lo com respeito, e não ter preguiça ou fazer corpo mole no trabalho. Lembre-se de que do seu desempenho depende o bom funcionamento da empresa e que cada funcionário é uma pequena peça de uma grande engrenagem. Portanto, todos dependem do seu bom trabalho. Deve, por isso, dar o melhor de si para agradar ao seu patrão ou chefe. É ao Senhor que ele está servindo. Não deve se esquecer que todos os que agem com má fé receberão na mesma moeda. Neste caso está certo o adágio popular que diz: _ Aqui se faz, aqui se paga. O Senhor sonda os corações e vê todas as coisas. “Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo, não servindo somente à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus, servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens” (Ef 6:5-7).

Não deve servir somente quando o patrão está por perto, mas sim, muito mais na sua ausência, porque fazendo assim o funcionário terá a certeza de estar fazendo a vontade de Deus. Na verdade, o empregado que age dessa forma dá mostras de que conhece o Deus a quem serve. O empregado deve servir a seu patrão de forma tal que o empregador possa confiar a ele todos os seus bens. Seja fiel em todas as coisas, servindo de boa vontade. “Todos os servos que estão debaixo do jugo considerem seus senhores dignos de toda honra, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados. E os que têm senhores crentes não os desprezem, porque são irmãos; antes os sirvam melhor, porque eles, que se utilizam do seu bom serviço, são crentes e amados. Ensina estas coisas” (I Tm 6:1-2).

Os trabalhadores que têm patrões incrédulos devem honrá-los de forma especial, evitando que blasfemem contra o nosso Deus. Agindo assim manteremos sempre uma porta aberta para o seu coração. Os que têm patrões crentes não os desprezem porque são irmãos em Cristo, e não confundam a sua igualdade no Senhor com sua desigualdade social. Alguns, por serem irmãos em Cristo acham que podem trabalhar quando e como bem entenderem. Não trabalham direito e acham que o patrão é obrigado a suportarem-no no serviço. “Exorta os servos a que sejam submissos a seus senhores em tudo, sendo-lhes agradáveis, não os contradizendo nem defraudando, antes mostrando perfeita lealdade, para que em tudo sejam ornamento da doutrina de Deus nosso Salvador” (Tt 2:9-10).

De forma alguma o empregado deve defraudar (enganar) seu patrão ou chefe. Mesmo que essa atitude lhe traga prejuízo e até mesmo a sua demissão. Não deve contradizê-lo, mas prestar-lhe perfeita lealdade. Se ele tomar alguma atitude anticristã, seja franco, porém sensível e submisso. Devemos sempre falar a verdade, mas também devemos saber como falar a verdade. Seja sábio, o amor desfaz todas as barreiras. “Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos vossos senhores, não somente aos bons e moderados, mas também aos maus. Porque isto é agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, suporte tristezas, padecendo injustamente” (I Pe 2:18-19).

Se você sofre injustiça no seu trabalho, mas por ser cristão suporta o mau chefe ou mau patrão, saiba que nisso está agradando a Deus. É ao Senhor que você está servindo e não a homens. Não leve seu patrão cristão à justiça. Procure negociar até chegar a um acordo satisfatório e amigável, e assim glorificar ao Senhor. Não sendo possível um acordo, devem ambos submeter a demanda ao pastor que a julgará. O melhor, no entanto, seria sofrer a injustiça amando e perdoando o irmão (I Co 6:1-7).

 

2. As responsabilidades do empregador cristão:

O mandamento do Senhor quanto ao relacionamento conjugal diz que a esposa deve se submeter ao seu marido como ao Senhor. Pois o marido é o cabeça da esposa. Ao marido o Senhor deu uma responsabilidade muito maior de amar sua esposa, como Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela (Ef 5:22-25).

Cremos que a responsabilidade dada ao empregador, da mesma forma é muito grande: gerenciar aquilo que lhe foi concedido pelo próprio Senhor que é quem distribui os talentos entre os homens segundo o Seu querer. A um Ele fez oficial em determinada área profissional. A outro fez empresário e é Ele mesmo quem prospera essa e aquela empresa de conformidade com a Sua soberana vontade (I Cr 29:11-12). “Vós, senhores, dai a vossos servos o que é de justiça e eqüidade, sabendo que também vós tendes um Senhor no céu” (Cl 4:1). “E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor tanto deles como vosso está no céu, e que para com ele não há acepção de pessoas” (Ef 6:9).

Certa vez o Senhor Jesus ensinou que o que quiser ser o maior deve ser o que mais serve. O empregador cristão deve desenvolver uma liderança bíblica no trato diário com seus comandados. Muitas vezes acontece do empregador concentrar-se em aumentar o seu lucro às custas dos empregados. Estes costumam reunir o seu pessoal e falar a eles a respeito de “vestir a camisa”. Nessa hora são lembradas coisas do tipo: “Somos uma família” e “precisamos produzir mais para o bem da nossa empresa”. No entanto, a sua preocupação é que os empregados produzam mais, aumentando o seu lucro a fim de fazer “aquela viagem” com a família ou comprar “aquela casa” com a qual sonha sua esposa ou aquele modelo novo de carro. Não passa pela sua cabeça nenhum aumento do salário dos seus empregados, afinal, eles já ganham o salário da categoria. Não podem reclamar. Na mente desses empresários, o salário é um favor prestado ao trabalhador. Mas a Palavra de Deus diz que os empregados devem ser tratados com dignidade e justiça, e que digno é o trabalhador do seu salário.

 

Graças a Deus que estes são minoria. Hoje, Muitos empregadores investem tempo e dinheiro em treinamento e capacitação profissional dos seus funcionários, estimulando-os a crescer, produzir e ganhar mais. Esses são empresários de visão. O empregado tratado com dignidade “veste” naturalmente a camisa da empresa. Existem as exceções, é verdade, mas estamos falando da regra. “Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles pleitearam comigo, então que faria eu quando Deus se levantasse? E quando ele me viesse inquirir, que lhe responderia? Aquele que me formou no ventre não o fez também a meu servo? E não foi um que nos plasmou na madre?” (Jó 31:13-15).

O empregador deve estimar o empregado crente, pois ele poderá ser um aliado na oração pelos outros e pela empresa (Fm 16). Deve prestar atenção às reivindicações dos empregados, mostrando que se preocupa com as pessoas. Toda reclamação legítima deve ser resolvida com carinho. O patrão deve, também, fazer um plano de saúde para seus funcionários. É sua função cuidar da saúde deles (Lc 7:3).

 

O Senhor não faz acepção de pessoas e todos somos iguais perante Ele, por isso devem os empregadores deixar de ameaçar os empregados (Ef 6:9). Alguns usam até mesmo a Palavra de Deus, aproveitando a falta de conhecimento bíblico do funcionário com o fim de oprimi-lo. “Mas vosso pai me tem enganado, e dez vezes mudou o meu salário; Deus, porém, não lhe permitiu que me fizesse mal” (Gn 31:7).

Não oprimirás o trabalhador pobre e necessitado, seja ele de teus irmãos, ou seja dos estrangeiros que estão na tua terra e dentro das tuas portas” (Dt 24:14). “Ai daquele que edifica a sua casa com iniqüidade, e os seus aposentos com injustiça; que se serve do trabalho do seu próximo sem remunerá-lo, e não lhe dá o salário;” (Jr 22:13). “E chegar-me-ei a vós para juízo; e serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros, contra os adúlteros, contra os que juram falsamente, contra os que defraudam o trabalhador em seu salário, a viúva, e o órfão, e que pervertem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o Senhor dos exércitos” (Ml 3:5).

Segundo a Palavra de Deus o empregador não pode defraudar (enganar) seus empregados. Alguns sempre dão um “jeitinho” para pagar menos ao trabalhador, seja arranjando algum tipo de desconto, ou até mesmo diminuindo o valor da comissão por qualquer pretexto. Tempos atrás conversava sobre isso com um irmão que é empresário. Fiquei estarrecido quando ele disse que quando o funcionário comissionado estabiliza sua produção num determinado nível, alguns empregadores, então, diminuem o valor da comissão forçando-o a trabalhar mais. Essa atitude é abominável ao Senhor, e Ele exercerá juízo contra todos que enganam o seu próximo para levar vantagem, aproveitando-se da situação porque ele precisa trabalhar, sendo obrigado a se sujeitar a humilhações como esta. “Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do jornaleiro não ficará contigo até pela manhã” (Lv 19:13). “No mesmo dia lhe pagarás o seu salário, e isso antes que o sol se ponha; porquanto é pobre e está contando com isso; para que não clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado” (Dt 24:15). “Eis que o salário que fraudulentamente retivestes aos trabalhadores que ceifaram os vossos campos clama, e os clamores dos ceifeiros têm chegado aos ouvidos do Senhor dos exércitos” (Tg 5:4).

O Senhor supre as necessidades do empregado através do empregador. Ele é um anjo de Deus para abençoar o trabalhador. Está pecando o que retém o salário do seu empregado. O empregador deve pagar um salário justo e em dia, porque o empregado depende dele para comer.

 

Por fim, o empregador deve, também, orar para que tenha funcionários que levem Deus a sério.

Que o Senhor nos abençoe.

38 opiniões sobre “O Relacionamento Patrão e Empregado Cristãos”

  1. Boa noite Pastor,

    Sou do lar e estava com uma funcionária doméstica que se converteu a pouco tempo e estava passando por um processo de libertação – ela chegou até a faltar 1 semana inteira mas nós perdoamos e não descontamos nada dela. Sempre ajudei muito ela, treinei ela contratando outras pessoas para ensinarem ela a limpar, cozinhar, passar, etc. Cheguei até a dar uma aula bíblica para ela, sempre falávamos sobre a bíblia (ela tinha muitas dúvidas) e tínhamos um bom relacionamento.

    Ela mentia para mim falando que já tinha trabalhado em outras casas (sendo que nunca trabalhou), mas eu sempre perdoei, relevei e nunca falei nada. Chamava a atenção dela sempre que ela errava de forma moderada.

    Estou passando por um momento de turbulência em todas as áreas da minha vida e percebi que ela vinha fazendo corpo mole: deixando de faxinar bem, deixando de fazer algumas tarefas, inclusive teve até um dia que cheguei em casa e peguei ela dormindo, mas não falei nada e decidi relevar.

    Um belo dia ela se recusou a cozinhar o que eu pedi pois ia dar muito trabalho para ela, e ela me desrespeitou falando de uma maneira bem alterada e rude que eu era muito desorganizada (o que eu não acho que seja verdade) e não tinha um “cardápio” a ser seguido em casa e que por conta disso ela havia queimado uma panela.

    Eu acabei errando pois perdi a minha paciência e me exaltei – achei um absurdo ela sendo minha funcionária falar daquele jeito comigo e me dar “ordens” para fazer um cardápio (teria aceitado numa boa como sugestão, mas ela errou muito feio no jeito como falou comigo, me senti muito desrespeitada como patroa). Como estávamos as duas exaltadas, falei para ela ir embora e disse que só queria respeito, só isso.

    Ela não voltou a trabalhar, não atende ligações, não responde mensagem. Já perdi perdão a Deus por ter me exaltado e fiquei muito chateada como tudo “terminou”, não queria que fosse assim. Não sei o que faço agora, por favor, que o Senhor te use para falar comigo.

    Além disso, acho justo (já que ela não apareceu) ela pedir demissão e pagarmos somente os direitos como se ela tivesse pedido demissão, o que o Senhor acha?!

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    1. Irmã, e ela era registrada ou não? Isso é até muito comum (uma boa parte, nem todos) dos funcionários quando começam num serviço são excelentes, mas depois de um tempo, parece que relaxam, se acostumam e ficam até folgados mesmo.
      Não sou especialista, mas acho melhor a irmã procurar logo ela para entrarem num acordo, pois ela vai alegar que foi mandada embora (como foi), embora tenha sido demissão por justa causa. Pague logo seus direitos, 13º, férias proporcionais, Inss. Também acho melhor lhe enviar um e-mail ou uma carta por Correio pedindo lhe perdão (da sua parte), para que fique com a consciência limpa, e diga-lhe que perdoa também suas ofensas, fale um pouco de Cristo, mostre-lhe que não vale a pena viverem assim, que o verdadeiro cristão não guarda mágoas e sabe perdoar, e peça para entrarem num acordo, agindo assim com justiça perante Deus e os homens (Deus tem muito mais pra te dar do que isso). Mas procure resumir, pois muitos não conseguem ler cartas muito longas!

      Meus parentes também tiveram uma empregada assim, depois de 10 anos em casa, estava relaxada, chegava a hora que queria, faltava e não dava motivos, não era registrada, mas pagávamos Inss e tudo certinho, dispensamos ela, mas pagamos todos os direitos e não teve mais problemas, hoje preferimos uma diarista uma vez por semana.

      Demonstre os frutos do Espírito, o amor, bondade, temperança, justiça, o perdão e se possível tenha paz com todas as pessoas, para que fique com sua consciência tranquila da sua parte, pois o Senhor ama e abençoa aqueles que lhe obedecem. Abs.

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      1. Amada, a relação patrão e empregado pode ser mesmo turbulenta. É bom o patrão tratar bem o empregado, ser ético e respeitador. Mas é bom separar amizade de trabalho, até porque o empregado pode confundir as coisas e achar que pode ter certas liberdades e regalias (como dar ordens, dormir na hora do trabalho quando o patrão não está fazer o serviço relaxadamente etc …).

        Talvez sua intenção ao mandar a empregada embora, nem tenha sido à princípio despedi-la, mas apenas que ela fosse embora na hora, para que pudesse pensar melhor…

        Apesar de complicado, a empregada não querer atender ligações e nem receber mensagens, só será resolvido se conversarem. Acho que ambas precisam pedir perdão, porque parece que as duas se excederam e se exaltaram. Quanto a achar que ela deve pedir demissão e você pagar os direitos, como se ela tivesse pedido demissão, não sei se é por aí…Porque ela deve estar considerando que você a despediu… Mas dialogando, dá para chegarem num acordo amigável, sem dramas e mais problemas, basta as duas se acalmarem e entenderem que precisam conversar e resolver as questões pendentes.

        Ore a esse respeito, deposite tudo nas mãos de Deus, peça a Ele sabedoria e discernimento para resolver tudo da melhor maneira possível.

        Um abraço.

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        1. Observação: não quero que meu comentário seja interpretado como preconceituoso por dizer que se deve separar amizade de trabalho. Não estou dizendo que é “proibido” empregado e patrão serem amigos. É bom quando há relacionamento cordial, amigável, principalmente quando ambos são cristãos.

          O que quis dizer é que na hora do trabalho, se deve separar as coisas, para não haver mal entendidos: como o empregado fazer tudo relaxadamente, ser negligente no serviço etc. Isso vale também para o patrão, porque o patrão também pode confundir e achar que por ser amigo, pode abusar do empregado dando mais serviço do que seria ideal, pagando menos do que teria que pagar etc. Ou seja, amizade é bom, mas deve haver “separação” das coisas na hora do trabalho. Acho que fui clara.

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  2. Você é altamente contestável. E que bom que não vi nem 1% das coisas que viu, pois você só viu trevas (e vê ainda).

    Não se trata de saber conquistar ou “pegar mulher” e sim de manter a Fé para passar por cima dos obstáculos. Mas mesmo que eu não viesse a “conhecer mulher” não faz mal, então acho que faria parte dos 144.000 que não conheceram mulher, relatado em Apocalipse Hahaha É elite hein, os últimos serão os primeiros.

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      1. Pois é amada, é que essa é a página que coloquei nos favoritos, eu sempre acesso por esta aqui. E o blog está quebrado, muitas vezes coloco respostas, às vezes tento até 5X e não entra, nem com 1 linha, às vezes entra 50 linhas, vai saber…
        Coloquei minha resposta enorme lá para ele, mas não entrou, e acho que por erro, eu pensava que estava na aba certa, quando fui ver já tinha ido. Sorry🙂

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          1. Ah, que amor, e quanta preocupação comigo gente! Vou orar para que pare um pouco de ler livros satânicos e comece a ler mais a bíblia e entenda que o pecado de Onã foi o de não querer dar descendência ao irmão, o que era uma clara desobediência!
            Não se importe comigo, sei como me proteger muito bem, mas ore muito mais pela sua igreja, seu filho, sua filha e até sua mulher ou quem sabe você mesmo cometendo esse pecado. Também vou orar para que Deus te livre das ameaças de morte e te livre das confusões que arruma em toda parte tá bom amadinho.

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            1. Amado, o pecado de Onan foi negar descendencia ao irmão mas para isso ele terminava o coito com a cunhada se MASTURBANDO E E ASSIM ESSA PRÁTICA VIROU SINONIMO DE MASTURBAÇÃO NOS CIRCULOS ACADEMICOS. E EU SOU GUARDADO PELO PRÓPRIO JEOVÁ, FAZ 20 ANOS QUE NEM UM FIO DA MINHA CABEÇA SE PERDE E EU NÃO TENHO NEM UM ARRANHÃO, JÁ TENTARAM ME MATAR 2 VESES MAS NEM BALA SAIU EU ESCAPEI…

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  3. Boa noite pastor ? Sou evangélica e minha patroa e da mesma denominação que a minha só que ela é de outra cidade trabalho com ela um ano e 5 meses os 5 meses estava recebendo seguro desemprego aí ela não me registrou até aí tudo bem mais depois ela pegou minha carteira e está com ela até em táo me registrou agora em janeiro depois de 40 dias deu baixa na carteira pois falou que mudou o nome da empresa e estou sem registro des de então , fora que estou trabalhando para ela 11 horas das 11 as 22 de segunda a quinta sesta folgo de sábado entro as 18 e saio as 23 de domingo entro as 13 as 22 ela paga 1.500 e não tenho folga de domingo faz um ano neste horário agora ela baixou meu salário para 1100 fazo o horário das 11 as 20 de segunda a quinta de sesta estou trabalhando das 10 as 18 pois ela falou que fico devendo hora de sábado das 19 as 23 e domingo das 14 as 21 por calza do frio trabalho em um milk shake fora que nos feriados ela me paga 50 reais das 12 as 22 e todos os outros funcionários que ela tinha reclamava que ela não é onesta .só ficou eu como funcionaria tem pessoas que fala para mim ir na justiça mais não sei o que fazer ela Está com minha carteira já quase um ano também estou procurando outro re prego para sair daqui pois a carga orar ia e muito grande sem ora de almoço ou jantar por favor me ajuda o que fazer neste caso.

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    1. Rejane, no mínimo esses horários estão muito exagerados, o horário médio é em torno de 8 horas por dia, deve haver pelo menos uma folga semanal e compensações se tiver que trabalhar em fim de semana, etc.
      Agora, olhe para você mesma irmã, e acredite que tem condições de alcançar muito mais que isso, é questão de abrir os olhos e ir atrás, não ficar acomodado na vida (e isso serve pra todos, inclusive eu), principalmente volte aos estudos, busque aperfeiçoamento, uma faculdade ou nem que seja um concurso, tenho certeza que poderá alcançar muito mais que isso! Temos que fazer a nossa parte, para então Deus fazer a Dele! Sabemos que nesse momento o desemprego está assustador no Brasil, então considere as opções, mas acho melhor também pegar sua carteira, se acertar com essa pessoa e tchau, ir procurar novos horizontes. (Eu também estou na mesma situação).
      Deus te abençoe.

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      1. Olá, Rejane. Entendo bem teu dilema. Quando alguém age desonestamente conosco e é alguém que se diz “cristão”, ficamos muitas vezes sem saber como agir, não é verdade?

        Muitos se apegam ao versículo de 1 Coríntios 6. 5-7 onde diz:

        “Para vergonha vo-lo digo. Não há, porventura, nem ao menos um sábio entre vós, que possa julgar no meio da irmandade? Mas irá um irmão a juízo contra outro irmão, e isto perante incrédulos! O só existir entre vós demandas já é completa derrota para vós outros. Por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano?”

        Nesse texto está falando provavelmente de disputas banais entre cristãos, que tais disputas deveriam ser resolvidas na igreja mesmo ou apenas entre os irmãos e não na justiça secular.

        Porém, não significa que um cristão não possa ir à justiça em casos graves ligados a incrédulos. O próprio apóstolo Paulo recorreu ao sistema judiciário mais de uma vez, veja em (At 16.37-39; 25.10-12).

        Paulo não está tampouco dizendo que a igreja deve permitir que seus membros (crentes) abusem ou maltratem ilicitamente alguém. Pelo contrário, Paulo fala de questões em que é difícil determinar quem tem razão. Paulo no texto não defende a ideia de deixar os violadores da lei lesarem o próximo, nem serem uma ameaça à vida ou ao bem-estar dos outros. Sua declaração no versículo 8 de 1 Coríntios 6 , indica que ele está falando das disputas mínimas, em que a injustiça sofrida pode ser tolerada e suportada.

        Amada, reflita sobre o assunto e ore a Deus e veja qual a solução mais adequada para você. Como o irmão Marcos disse, “olhe para você mesma”. Ore procurando outro emprego, sei que na crise está difícil para todo mundo, até para quem tem qualificação, mas para Deus nada é impossível. E se quiser, pode refletir também diante do que falei, se quer “correr atrás de seus direitos”.

        Coloque Deus no centro de sua vida e aja sempre orando antes de cada decisão. Não irei dizer para ir à justiça, porque isso é pessoal e vai de cada um (muitos se sentem mal de ir na justiça contra um “irmão”, mas também não recriminaria você se fosse buscar seus direitos. Um abraço.

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  4. pastor eu trabalho em um salão o meu patrão não é crente e eu estou fazendo dois anos e ele ñ assinou aminha carteira de trabalho so foca em rolando dizendo que temos de esperar mas um pouco a comissão é dividindo só que eu pago a minha passagem todo material é meu e pago o meu INSS. É agora to querendo saí para ir para outro salão so que estou com pena dele o que Fasso?

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    1. Oi, Não sou pastora, mas darei uma opinião. Você tem todo direito de procurar o que for melhor para você. Você é que sabe de suas necessidades, e nada hoje é fácil. Se você percebe que ele está te enrolando e tem uma outra opção de trabalho pode ser a solução. Mas não faça nada sem pensar direito e ore a Deus. Que Deus te ajude a solucionar esse assunto de maneira tranquila e abençoada. Um abraço.

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  5. Pastor Marco Antônio
    Boa tarde ,gostaria de saber, pois trabalhei 4 anos com um Pastor e uma Missionária , em outubro sofri um acidente com a mão e a Dra. queria me emcaminhar para o INPS , quanso falei para a Missionária que estava com atestado e o que a Dra. havia me dito logo depois ela me dispensou , só me pagou o meu dinheieo que não chegava a um salário mínimo era somente R$ 700,00 eles não assinaram a minha carteira estou totalmente individada . Como devo agir nessa situação ?

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    1. Vá a justiça do trabalho exigir seus direitos. Eles nao assinaram sua carteira, já prova a má fé do empregador, a não ser que vc trabalhava por contrato assinado e averbaso entre as partes. Além disso, a CF/ /88 é bem clara, nenhum trabalhador pode trabalhar de forma gratuita e receber remuneração abaixo do salário mínimo.

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  6. Boa noite Pastor, eu sou cristão, e fui contratado por uma empresa que também são de pessoas cristãs, a seis meses trabalhei com eles e de repente por motivos financeiros eles demitiram eu e mais duas pessoas, e alegaram que estavam pensando como empresários pois poderiam ter suas finanças arruinadas, gostaria de saber se é certo que um cristão empresário possa pensar como um empresário sem pensar nos funcionários, pois como o senhor disse acima o empregador deve estimar o empregado crente, pois ele poderá ser um aliado na oração pelos outros e pela empresa. Confesso que não entendi a atitude que eles tomaram.
    no aguardo de sua resposta…
    obrigado.

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    1. Sim, com certeza. Não só com o patrão, mas com todos que sejam autoridade sobre você, como por exemplo: pais, professores, autoridades na rua, etc.

      E mais ainda: devemos entregar nas mãos de Deus todos os nossos planos, projetos, decisões e ações, sejam eles grandes ou pequenos.

      O Senhor lhe abençoe em sua vida profissional e que haja harmonia e acordo em seu relacionamento com seu patrão, é minha oração a seu favor, em Nome de Jesus.

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  7. Realmente esse estudo é esclarecedor. Que todos que ler sejam edificados e saibam como tratar o próximo: seja o patrão, seja o empregado. Afinal, Deus não faz acepção de pessoas e ama a todos sem distinção, principalmente se ambos forem cristãos, seguidores da Palavra de Deus.

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  8. tenho duvida quanto levar a justiça, pois muitas coisas que entendia-mos como pecado, hoje vemos que era falta de entendimento ou de interpretação,então quando estamos enfermos não demos recorrer ao médico, até que ponto demos espiritualizar as coisas, oque é matéria e oque é espirito

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    1. Irmã Eliane. Não é uma questão de ser ou não ser pecado procurar a justiça dos homens pois as autoridades foram instituídas por Deus a favor dos injustiçados. A questão é obediência a Deus, pois Jesus disse que aquele que o ama obedece seus mandamentos. Quando tomamos a iniciativa de fazer justiça com as próprias mãos, impedimos a ação de Deus e estamos dizendo que não precisamos que dele. Nós mesmos podemos nos defender. Mas se entregamos o caso ao Senhor em submissão à ele, Deus poderá agir segundo vontade dele. Eu digo a você que é melhor sempre confiar no Senhor.
      Por favor, leia as seguintes referências bíblicas, medite nelas e siga seu coração.
      1Co 6:1-10; Col 3:13; Mt 5:38-41; Fm 1:18-19; 1Pe 2:18-19 e Mt 5:44-48

      O Senhor te abençoe nesta meditação e que você seja muito feliz.
      Um abraço!

      Pr. Marco Antonio de Souza

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  9. Esses patrões travestido de crente são piores que incredulo e quando um pastor vem defender estes tais e porque (ele também é um dos tais que não cumpre o direito dele como patão esse tao pastor tem dois peso e duas medida

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  10. Discordo quando você diz para não levar o patrão cristão à justiça.Não é por ser cristão que dá o direito de usar a fé para não cumprir suas obigações.Pelo contrário. O servo de Deus tem a obrigação de seguir a lei.Ouço várias histórias de pessoas (principalmentes profissionais autônomos ) que usam esse artifíco para não cumprir seus deveres.
    Estou com um serviço em minha casa ao qual paguei em março de 2011 e o prestador sempre usa essa desculpa: nós somos irmãos. Em um ano já tentei de todas as formas conversar e nada adianta.Quer dizer que tenho que ficar no prejuízo de uma obra paga e não realizada, porque somos irmãos? eu contatratei um serviço, não a fé dele.

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    1. Cristina, só poderemos amar de fato se abrirmos mão dos nossos direitos. No seu caso, você tem direito de se indignar, mas a atitude cristã correta é abrir mão deste direito, por amor ao Senhor Jesus. Não devemos olhar a atitude do outro e sim a nossa. Jesus mandou perdoar sempre. Por favor, medite nas passagens bíblicas abaixo que eu creio, se prestam a este caso:
      1Co 6:7; Cl 3:13; Mt 5:38-41; Fm 1:18; Jó 31:13-15; I Pe 2:19; Mt5:44-48

      Como você pode ver, não se trata de uma simples relação comercial, mas de amor cristão.
      Que o Senhor Jesus te abençoe sempre.
      Um abraço!
      Pr. Marco Antonio

      Curtida

  11. Ana Carolina, ao Senhor Jesus, o Verbo de Deus, pertence toda honra e glória. Continue conosco e indique o site aos seus amigos e colegas.

    Deus lhe abençoe com o pleno entendimento do grande amor com que o Pai nos amou.

    Curtida

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