A Graça de Deus é Suficiente


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Muitas pessoas sinceras e honestas, com profundo conhecimento bíblico, têm ensinado a respeito do arrependimento do pecador para remissão de pecados. Ensinam corretamente, baseado nas doutrinas cristãs, porém algo me preocupa quando vejo, em determinadas mensagens, a Graça de Deus sendo tocada.

 

Amados, a salvação é exclusivamente pela Graça de Deus e nunca por obra. E a Graça não pode ser tocada, nem sequer acrescentada em coisa alguma. A obra de Jesus foi completa e suficiente para a salvação de todo pecador, por mais abominável que tenha sido o seu pecado.

 

Fique bem entendido: A Graça é concedida àquele que toma conhecimento do seu pecado e arrepende-se, verdadeiramente, de coração puro e sincero.

 

E, na medida em que há arrependimento (sincero, volto a dizer) e conversão, há também um novo nascimento. O pecador tornou-se uma nova criatura, sem pecado, pura, justificada diante de Deus. Nada mais é necessário para a sua salvação! NADA MAIS!

 

Qualquer coisa além disso é acréscimo à Graça. Se o nascido de novo tiver que dar até mesmo um copo d’água a alguém a quem tenha cometido uma ofensa, para obter de Deus a salvação, já estará pecando.

 

Claro, o nascido de novo não deseja mais viver em pecado, seja ele qual for. Ele  deseja agradar ao seu Senhor, fazendo tudo em santidade daí em diante. Inclusive retratando-se com aquelas pessoas contra quem pecou.

 

 

A questão do divórcio

 

Já deixei bem claro em várias mensagens e comentários que não concordo com o divórcio em hipótese alguma. Tenho orientado, sistematicamente, a todos que não se separem, mesmo em caso de adultério, que perdoem as ofensas do cônjuge, que restaurem a aliança, que glorifiquem a Deus em seus casamentos.

 

Da mesma forma oriento a todos os que divorciaram-se antes de conhecerem a Deus que, se ainda for possível, procurem seus cônjuges e reconciliem-se, fazendo um conserto e restaurando a aliança. Claro, estamos falando daqueles que arrependeram-se, confessaram a Jesus como seu Senhor e Salvador, receberam o perdão de seus pecados e desejam, sinceramente, retomar a aliança.

 

Mas, há casos em que isso já não é mais possível. Seja porque o cônjuge não o aceita mais, em hipótese alguma, ou então já casou-se novamente.

 

Há também o caso em que o próprio novo convertido já tenha casado-se novamente, no tempo da ignorância. Nesse ponto, fica estabelecido um grande problema: Desfazer ou não esse segundo casamento?

 

Pela Graça de Deus essa pessoa já está salva, mas continuar casada é cometer pecado de adultério. Por outro lado, desfazer o segundo casamento só para obter-se a salvação é obra, é desfazer-se da Graça e aí, estará cometendo um novo pecado.

 

Do ponto de vista cristão, pode ser que agora, nesse segundo lar, ela esteja glorificando mais a Deus do que fazia no primeiro. Pratica os princípios cristãos, dá bom testemunho do poder transformador do Espírito Santo em sua vida.

 

Do ponto de vista moral, são vários os aspectos a serem considerados: pode ser que ela esteja casada há mais tempo no segundo casamento do que ficou no primeiro.  Pode ser que o  primeiro cônjuge nunca a tenha amado, enquanto que o segundo sim. Pode ser que ela não tenha tido filhos no primeiro casamento, mas os tenha no segundo.

 

Por isso, a exigência de que uma pessoa divorciada e casada novamente, tenha que separar-se para obter a salvação, está errada. Ela nem atende à justiça de Deus (que já foi atendida na cruz do Calvário) e nem tampouco à Sua misericórdia pelo pecador que caiu na desgraça do divórcio.

 

Claro, o divorciado, ainda sozinho, deve procurar o cônjuge, pedir perdão e tentar uma reconciliação,  restabelecendo a aliança feita entre eles e Deus. Isso é dar bom testemunho de que realmente é um nascido de novo.

 

Mas o divorciado, casado novamente, não tem mais essa opção. O seu processo de santificação deve ser, agora, desenvolvido com o atual cônjuge, honrando ao Senhor na família que tem agora, não mais cometendo os pecados que cometeu no casamento anterior. Deve honrar e glorificar a Deus daí em diante. Claro, isso não o isenta de ter que procurar o primeiro cônjuge e pedir-lhe perdão por tudo o que fez contra ele.

 

Obrigar um casado pela segunda vez a desfazer-se da família, jogando todos os envolvidos (às vezes, até filhos) em estado de sofrimento sem fim- sem aplicação prática alguma, pois nada acrescenta à salvação – é uma atitude baseada exclusivamente na justiça de Deus e não na Sua misericórdia. Além disso, esse ensino pode levar o novo convertido a cometer a heresia de achar que com essa atitude estará garantindo sua salvação.

 

Quem de nós pode prescindir da misericórdia de Deus? Ninguém, absolutamente ninguém. Deus sabe que somos pó, que somos como a relva, que dependemos dele para vivermos no mundo. Qual cristão passa um dia sem pecar? Só de não amar o próximo, já está pecando. E se peca num só ponto da lei, peca em todos os outros.

 

 

Abrasamento Sexual

 

Há ainda a questão do abrasamento sexual. Infelizmente o mundo está cada vez mais envolvido no pecado da imoralidade sexual, da luxúria, da lascívia. Homens e mulheres são diariamente assediados pelas tentações nessa área, devido à aceitação quase que unânime da liberdade sexual que foi implantada por satanás. Liberdade essa que já virou libertinagem. Ninguém mais se escandaliza com nada. Já nem falo mais do pecado de fornicação, mas sim do homossexualismo e lesbianismo que foi implantado na sociedade na década passada e aceito praticamente nas famílias.

 

E agora, nessa década, satanás trabalha firmemente para tornar comum e aceitável a  pedofilia. É o fim dos tempos.

 

Obrigar a um divorciado a separar-se do seu novo cônjuge, expondo-o a esse ambiente tão  terrível, sem esperança de solução (a não ser a morte do cônjuge), é atitude que não condiz com o caráter misericordioso de Deus, pois leva essa pessoa a cometer outros tipos de pecado: o adultério pelo olhar de cobiça, a murmuração, sem falar do pecado de assassinato (no coração) pelo desejo que o cônjuge morra logo.

 

Não falo aqui daquelas pessoas que agem falsamente, sem arrependimento, que usam de artifícios para justificar suas atitudes diante da igreja, procurando tirar vantagens da boa fé dos cristãos. Não falo também daqueles que, ao menor conflito, já buscam a separação e, posteriormente o divórcio e novo casamento. Esses continuam pecadores e não nasceram de novo. Podem até estar na Igreja, nos púlpitos, mas são lobos e não ovelhas.

 

Que o Senhor esteja trazendo luz sobre nossos corações, pois oro sempre para que eu não seja pedra de tropeço na vida de ninguém. Jesus não veio para os justos, mas para os pecadores. Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento” (Mt 9:13).

 

 

José Adelson de Noronha

15 opiniões sobre “A Graça de Deus é Suficiente”

  1. cometi adultério estou pra morrer de arrependimento sou uma crente ,aceitei a cristo a pouco tempo ñ entendo muito sobre a bíblia qd ñ era crente nunca se passou pela minha cabeça trair meu esposo e so agora sei que o crente se torna mas vulnerável ja tentei suícidio por conta de que na minha mente so penso que o senhor jamais vai me perdoar o que devo fazer me ajudem?

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    1. se vc se arrependeu mesmo de coração, Deus esta vendo pq ele enxerga o nosso coração, o Diabo ele é acusador e esta rodeando para tragar, não desista pq ele mesmo colocou em sua mente até tirar a sua própria vida, não tire mas busque ao senhor de todo entendimento de toda sabedori, leia sempre porque se vc tirar sua vida ai não havera como se arrepender a salvação é pela graça e não por obras par que ninguem se glorie, leia evangelho de lucas cap 18(dezoito) versículo do 09(nove) ao 14(catorze) fala a respeito daa parábola do fariseu e do publicano,Amém. não desista, ouça o hino de não morrerei de marquinhos gomes,…fique com Deus sempre,amém,……….

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    2. Querida…
      Nossas atitudes do passado, Deus lança no mar do esquecimento.
      Não existe nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus; erga sua cabeça, invista no seu relacionamento, e continue sem olhar pata trás.
      Deus é Pai (ABA) e não padrasto.
      Que Ele te dê paz!

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  2. Alba, considerando suas duras palavras que contrariam a lei do Amor e a graça de Deus sobre a vida dos divorciados, lhe envio este estudo maravilhoso da Bibliaonline, que ele te ajude como me ajudou.
    Fique com Deus!

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  3. A décima e última praga finalmente pôs o Faraó do Egito de joelhos. Que terrível foi esse castigo! Que noite inesquecível! No meio das trevas noturnas Jeová desceu sobre o Egito e matou o primogênito de cada família egípcia e também os primogênitos do gado, levantando “grande clamor em toda a terra do Egito”, como nunca houve e nunca mais haverá (Êxodo 11:6).

    Mas, enquanto este terrível castigo feria o Egito, Deus passava por cima de Israel. De acordo com as instruções de Deus, cada uma das famílias israelitas matou um cordeiro e pôs um pouco do sangue dele nos batentes e nas vergas das portas de suas casas. Deus havia prometido: “quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito” (Êxodo 12:13). O cordeiro deveria ser comido naquela noite, a assim foi instituída a festa que deveria ser mantida todos os anos, daí por diante: “Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como solenidade ao SENHOR: nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo” (v. 14).

    Foi dito aos israelitas que nos tempos futuros os seus filhos haveriam de perguntar o significado deste serviço e eles deveriam explicar: “É o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas” (vs. 26-27).

    Este foi um tempo que Israel precisava recordar. Foi um grande castigo. Foi uma maravilhosa libertação. Israel precisava manter sempre vivo na memória o que Deus havia feito. Para esta finalidade Deus instituiu a festa da páscoa. Ela seria uma comemoração que deveria relembrar Israel todos os anos da grande coisa que Deus havia feito.

    Israel não foi fiel em manter esta festa comemorativa (veja 2 Reis 23:21-23). Sua negligência neste e em outros assuntos levou ao seu afastamento de Jeová e à sua final destruição. Se ele tivesse sido fiel em manter a Páscoa, ela teria sido um meio de conservar a memória do que Deus havia feito para unir o povo a Deus de modo que nunca mais se desgarrasse dele.

    Houve outras comemorações. Quando as águas do Jordão se dividiram e Israel atravessou o rio a pé enxuto, Deus instruiu a nação para assentar doze pedras em Gilgal, em comemoração desse acontecimento.

    “E [Josué] disse aos filhos de Israel: Quando, no futuro, vossos filhos perguntarem a seus pais, dizendo: Que significam estas pedras? fareis saber a vossos filhos, dizendo: Israel passou em seco este Jordão. Porque o SENHOR, vosso Deus, fez secar as águas do Jordão diante de vós, até que passásseis: como o SENHOR vosso Deus, fez ao mar Vermelho, ao qual secou perante nós, até que passamos. Para que todos os povos da terra conheçam que a mão do SENHOR é forte; a fim de que temais ao SENHOR, vosso Deus, todos os dias” (Josué 4:21-24).

    Deus queria que seu povo se lembrasse dele. Ele não queria que eles se destruíssem pela apostasia. Então ele tomou todas as providências necessárias para fortalecer os laços entre ele e o povo. As comemorações foram uma destas providências destinadas a ligar o povo a Deus e a mantê-los fiéis.

    Mas temos que nos voltar para considerar a palavra de Deus “no fim destes dias”, com estas instituições do Velho Testamento em apoio de nossas mentes para preparar-nos para o entendimento do que Deus tem feito por nós.

    Deus ama seu povo hoje como amou Israel nos tempos antigos. Ele entende bem as fraquezas dos homens e a tendência para a apostasia. Mas ele não quer que seus filhos se afastem dele. Pela sua grande misericórdia, ele previu nossas necessidades e atendeu-as pelo fortalecimento dos laços entre nós e ele.

    Deus ainda tem suas comemorações. O primeiro dia da semana parece ter em si algo deste caráter, relembrando-nos, como acontece todas as semanas, da ressurreição de nosso Senhor. Mas a grande comemoração de Deus nos dias de hoje é a ceia do Senhor. Em uma festa de comemoração, Jesus instituiu uma nova, a ceia do Senhor.

    Uma passagem de Paulo não deixa dúvida quanto à intenção do Senhor, quando ele instituiu esta ceia:

    “Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha” (1 Coríntios 11:23-26).

    “Fazei isto em memória de mim. . . . fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim”. Foram estas as palavras que haveriam de esclarecer os discípulos do Senhor que esta ceia era algo para ser repetido em outras ocasiões, não para ser observado uma noite e nunca mais. A ceia é claramente destinada a manter viva a memória do que Jesus fez por nós. Aqueles que mantém esta ceia no domingo, como o fizeram os discípulos em Trôade (Atos 20:7), têm uma recordação semanal da grande coisa que Jesus fez por nós. O pão nos recorda de seu corpo, dado por nós; a taça, de seu sangue que ele derramou para a remissão de nossos pecados. Assim, a lembrança do que Jesus fez é fixada nas nossas mentes, um pouco mais firmemente, cada semana que passa. E desde que esta comemoração toma a forma de algo que comemos e bebemos, uma vez por semana somos relembrados de nossa participação na dádiva de Cristo, devemos deixar a mesa cada semana ligados ao Senhor mais fortemente pela gratidão pelo que ele fez por nós.

    Naturalmente esta comemoração não reforçará os laços entre nós e o Senhor se for negligenciada, como Israel ignorou suas comemorações. Nem ela reforçará a lembrança da dádiva de Cristo se ela for tomada descuidadamente ou se ela se tornar apenas uma formalidade a ser cumprida. Não há nenhuma mágica nos elementos por si sós, que imponham sua ajuda sobre nós sem relação com nossa atitude mental. Mas quando vemos no pão e na taça o corpo e o sangue de nosso Senhor, e relembramos a dádiva de Cristo com pensamentos apropriados, então a intenção do Senhor é satisfeita e esta comemoração se torna um meio de reforçar nossos laços com ele, defendendo-nos contra o perigo da apostasia.

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  4. Pastor, boa noite!!

    Tenho uma dúvida, no qual me pergutaram e nao soube responder. Gostaria de saber do senhor.

    O que significa a pascoa, para os evangélicos?

    o que se comemora?

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  5. A graça de Deus é suficiente quando andamos na verdade.Mas o que tens ensinado em relação ao segundo casamento( ex: https://verboeterno.wordpress.com/2008/05/13/bebedice/#comment-4852 ) “não é a verdade”,segundo o Novo Testamento.

    Provérbios 23:23 S Compre a verdade e não a venda. Pague qualquer preço para obter a verdade. Ela vale. Uma vez que você tem a verdade, não a largue, não importa o que você ganharia por largá-la.
    João 8:31-32 S Para estarmos livres do pecado, precisamos conhecer e permanecer na verdade. Mas, se pensarmos que a verdade não é importante, desde que sejamos ativos em alguma fé religiosa, estaremos ainda libertados do pecado?

    João 4:23-24 S Deus quer que o adoremos em espírito. Isto exigiria zelo e dedicação. Mas em espírito somente não é suficiente. Nossa adoração deve ser em espírito e em verdade.

    2 João 9-11 Se desejamos estar com o Pai e o Filho, temos que permanecer no ensinamento de Jesus. Não é suficiente ser religioso. E se formos religiosos, mas nossa religião não estiver em harmonia com o ensinamento de Jesus? Então, não teremos Deus!

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    1. Acervo de Perguntas e Respostas
      Pergunta: Sei que Deus repudia o divorcio. Me divorciei… quer dizer que Deus não me ama mais?
      Resposta: Olá!
      É um prazer estudar contigo!
      “O que atenta prudentemente para a palavra prosperará; e feliz é aquele que confia no Senhor.” – Provérbios 16:20
      Embora todos os esforços para evitar o divórico devam sempre ser realizados, depois que as pessoas se divorciam, estão livres para um novo casamento. Envio abaixo um estudo sobre divórcio e novo casamento com base na Bíblia. Espero que te seja útil.
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      O DIVÓRCIO, A LEI E JESUS
      Walter L. Callison
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      O divórcio e um novo casamento são tópicos de muita discussão. O propósito deste artigo é inspirar o leitor a considerar a atitude da igreja frente a um novo casamento em vista do real sentido de termos originais hebraicos e gregos que definem corretamente a diferença entre “repúdio” e “divórcio”.
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      “A lei veio por meio de Moisés, mas a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (João 1:17).
      Receberão graça os que estão sofrendo a tragédia matrimonial, como descreve a lei no Novo Testamento? Afirmamos que a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo! Então, como superabundará a graça àqueles que têm sofrido a tragédia de um fracasso matrimonial e um subseqüente divórcio?
      Cristo não só ensinou com palavras, mas também com Sua vida. Ele deu novas idéias a Seus seguidores, rejeitou o antigo ditado popular de “olho por olho” realçando o amor, não a si mesmo, mas ao semelhante, tirando a mulher da condição de “objeto” para ser reconhecida como pessoa. Ele também ensinou a respeito da velha lei judaica.
      Quando estudamos o que Jesus disse a respeito do divórcio, devemos também estudar a vida que Ele viveu junto com os que tinham matrimônios desfeitos, bem como o que ensinou sobre a lei judaica, especialmente no que se refere à lei do divórcio. Mas, o que há acerca de Suas palavras? Se uma pessoa divorciada se casa novamente, o que dizem suas palavras? “Todo aquele que repudiar sua mulher e se casar com outra, adultera; e aquele que se casar com a repudiada pelo marido, também adultera”. Podemos imitar a natureza compassiva e misericordiosa de Cristo, que enviou a mulher do poço de Jacó para Samaria a fim de que Dele testemunhasse. Mas Suas palavras acaso negam suas ações? Acaso as pessoas divorciadas que voltam a desposar alguém viverão por isso em adultério? Estarão proibidas, desse modo, de servir a Cristo?
      Também precisamos dar ouvidos às palavras do apóstolo Paulo em I Timóteo 3:2 (“Mas é necessário que o ministro seja irrepreensível, marido de uma só mulher. . .”). O texto fala de uma pessoa que se divorciou e se casou novamente?
      Neste aspecto, Lucas faz somente um comentário muito conciso: “Porém, mais fácil é passar céus e terra, que se mude ou tire um só til da lei. Todo aquele que repudiar a sua mulher e se casar com outra, adultera; e aquele que se casar com a mulher repudiada, também adultera” (Lucas 16:17, 18).
      Ele é conciso. Mas Jesus deixou claro que o Velho Testamento tinha algo significativo a dizer. Quando questionado pelos fariseus no evangelho de Marcos “se era lícito um marido repudiar a sua mulher” (Mar. 10:2) Jesus respondeu: “O que ordenou Moisés?” (Mar. 10:3). Eles responderam: “Moisés permite dar carta de divórcio e repudiá-la” (Mar. 10:4). Existia uma lei.
      A lei se encontra em Deuteronômio 24:1-4 e era nesse contexto que Jesus vivia. Flávio Josefo, que também viveu nessa ocasião, referiu-se a ela como a “lei dos judeus”: “Aquele que deseja divorciar-se de sua esposa por qualquer razão (e em muitos casos isso ocorre com o homem) é permitido dar testemunho por escrito que não voltará a casar-se com aquela mulher. Portanto, ela estará em liberdade de se casar com outro homem. Contudo, antes dessa carta de divórcio ser-lhe dada, a ela não se permitirá casar novamente. . .” (Antigüidades dos Judeus, “The Life and Work of Flavius Josephus”, Livro IV, Cap. VIII, Sec. 23, pág. 134; trad. The Woman. Whiston; Holt, Rinehart e Wiston, N.Y.).
      Eis a lei de que trata Deuteronômio: “Quando algum homem tomar um mulher e se casar com ela e não se agradar por haver achado nela algo indecente, lhe escreverá uma carta de divórcio e entregará em suas mãos, e a mandará embora de casa. E saindo de sua casa, poderá casar-se com outro homem” (Deut. 24: 1 e 2).
      A lei ainda vigorava ao tempo de Cristo. Portanto, devemos tratar com os “códigos da lei”.
      A Bíblia fala unicamente de um divórcio. Deus disse e o fez. Em Jeremias 2, Deus lembra a Judá que estava procurando problemas. Israel havia sido levado cativo. Deus disse a Jeremias que prevenisse Judá de que havia testemunhado a infidelidade de sua irmã Israel, e que Deus havia despedido e dado carta de divórcio a ela, e nem assim se arrependera (Jer. 3:6-8). Houve outras coisas que os homens fizeram com suas esposas. Muitos homens se casavam com mais de uma mulher e não se incomodavam em pensar em divórcio. Alguns foram servos de Deus: Salomão, Davi, Abraão e Esaú, por exemplo. Heróis das revoluções de Deus, mas também produto de suas culturas.
      Se eles não se divorciavam, que faria um homem de sua época com sua esposa, quando resolvia casar com outra? Deixava-a de lado? Há uma palavra para isso no Velho Testamento, o termo hebraico shalach. É diferente da palavra hebraica para divórcio, que é keriythuwth, e que significa literalmente “incisão”, “corte do vínculo matrimonial”. O divórcio legal foi escrito como se pede em Deuteronômio 24, e o novo matrimônio permitido, shalach, é normalmente traduzido como “repudiada”. As mulheres eram “repudiadas” quando seus maridos se casavam com outras mulheres, repudiadas para estarem disponíveis se alguém delas necessitassem ou as quisessem. Repudiadas para serem daí simples propriedades, como escravas, ou repudiadas em total isolamento. Aquele foi um tempo cruel para a mulher. Elas eram repudiadas para favorecimento a outra mulher, mas não lhes era dada carta de divórcio e, conseqüentemente, tampouco tinham o direito de se casar novamente. Esta palavra descreve uma tradição cruel e comum, mas contrária à lei judaica.
      Algumas das injustiças e do terror experimentado por mulheres que foram “repudiadas” podem ser vistas nesta palavra hebraica shalach, descrita no Langenscheid Pocket Hebrew Dictionary (McGraw-Hill, 1969), que assim expõe:
      A fé cristã tomou raízes e floresceu numa atmosfera quase totalmente pagã, onde a crueldade e a imoralidade sexual eram tomadas como presentes e direitos e onde a escravidão e a inferioridade da mulher eram quase universais, enquanto que a superstição e as religiões rivais com toda classe de falsas reivindicações existiam em todo o mundo.
      Deus não gostava que “fossem repudiadas”. O profeta Malaquias com seu coração quebrantado instou com o povo de Deus para deixar essa prática. Ouçam Malaquias a implorar com eles. A palavra traduzida por “repudiando” em Mal. 2:16 não é a palavra hebraica para “divórcio”, que é shalach (repudiar): “E direis: Por que? Porque Jeová tem testificado entre ti e a mulher da tua juventude, contra a qual tens sido desleal, sendo ela tua companheira e a mulher do teu pacto. Não os fez um, havendo abundância de espírito? E por que um? Porque buscava uma descendência para Deus. Guardai, pois, em vossos espíritos e não sejais desleais”.
      Mas Jesus veio, e Suas palavras não negaram Suas ações. Ele falou disso quando declarou: “Todo o que repudiar sua mulher, e se casar com outra, adultera; e o que se casa com a repudiada, adultera” (Luc. 16:18). Todo o que assim fizer, comete adultério! Esta prática era cruel e adúltera, mas não era o divórcio.
      O termo do Novo Testamento traduzido na versão King James como “repudiar” é uma forma da palavra grega apoluo. Este é o termo em grego, língua do Novo Testamento, semelhante ao hebraico shalach (deixar, ou repudiar).
      Existe uma palavra hebraica no Velho Testamento para divórcio, keriythuwth, e uma palavra grega do Novo Testamento, apostasion. O Arnd’t Gingrich Lexicon, do Novo Testamento, cita o uso da palavra apostasion como termo técnico de uma carta ou escritura de divórcio que remonta a 258 AC. Apoluo, termo grego com o sentido de “deixar de lado” ou “repudiar”, não significa tecnicamente divórcio, apesar de amiúde ser usada sinonimamente. Naquela era de total domínio masculino, os homens geralmente tomavam outras esposas e não davam carta de divórcio quando as abandonavam, e casavam-se com outras. A lei judaica que requeria carta de divórcio (Deut. 24:1, 2) era por demais ignorada. Se um homem se casasse com outra mulher, o que importava? Se um homem “repudiava” (apoluo) sua esposa e não se incomodava em dar-lhe carta de divórcio, quem iria se opor? A mulher?
      Jesus tinha algumas objeções a isso. Ele disse: “É mais fácil que passem os céus e a Terra do que não cumprir-se um til da lei” (Luc. 16:17). E disse mais: “Todo aquele que repudia a sua mulher e se casa com outra, adultera; e aquele que se casa com a mulher repudiada, adultera” (Luc. 16:18).
      A diferença entre “repudiar” e “divorciar”, entre o grego apoluo e apostasion, é séria. Apoluo indicava que a mulher era escrava, repudiada, sem direitos, sem recursos, desprovida do direito básico do matrimônio monogâmico. Apostasion significava que o casamento havia terminado, o que permitia um matrimônio legal subseqüente. No papel existe a diferença. E a mulher que havia saído de casa, podia ir-se e casar com outro homem (Deut. 24:2). Essa era a lei.
      Como começamos a ler “todo aquele que se divorcia de sua mulher” nos lugares onde Jesus literalmente disse: “todo aquele que repudia ou abandona a sua mulher”?
      Existem outras passagens, além de Lucas 16: 17, 18, em que Jesus tratou deste assunto. Tais passagens incluem Mateus 19:9, Marcos 10:10-12 (onde é dito que Jesus deixou firmada a mesma lei para homens e mulheres), e em Mateus 5:32. Jesus empregou uma forma da palavra apoluo 11 vezes e em todas elas proibiu o apoluo–repúdio. Ele nunca proibiu o apostasion, carta de divórcio, requerida pela lei judaica.
      Deveria a palavra grega apoluo traduzir-se como divórcio? Kenneth S. Wuest, na sua tradução ampliada do Novo Testamento, sempre traduziu “repudiada” ou “deixada”, mas nunca “divorciada”. A versão antiga e literal da American Standard Version (em inglês) sempre traduziu como “deixar”. A versão King James traduz “deixar”, e Jesus a emprega umas onze vezes. O número onze parece ser a fonte do problema. Em 1611, os tradutores da King James num trecho grafaram “divorciada” em lugar de “repudiada”, ou “posta de lado”, ou “deixada”. Em Mateus 5:32 escreveram “e todo aquele que se casar com uma mulher divorciada comete adultério”. A palavra não é o termo grego apostasion (divórcio), mas uma forma da mesma palavra grega apoluo a qual não inclui a carta de divórcio para a mulher. Ela, tecnicamente, ainda estaria casada.
      Mateus 19:3-10 fala que os fariseus perguntaram a Jesus sobre este assunto, dizendo: “Assim, que não sendo dois, mas uma só carne; portanto, o que Deus uniu, não o separe o homem” (vs. 6).
      Eles então perguntaram: “Por que Moisés ordenou que se desse uma carta de divórcio (apostasion) ao repudiar a mulher?” (vs. 7). Jesus replicou: “Por causa da dureza dos vossos corações” (vs. 8). O primeiro direito humano básico que Deus nos concedeu foi o de nos casarmos. Nenhuma outra companhia era adequada. Os direitos humanos estavam dirigidos só para os homens nesses dias. Jesus mudou isso. Ele requereu obediência à lei e direitos iguais no matriônio para a mulher. A graça superabunda em Cristo.
      Jesus disse àqueles homens que, quem repudiasse a sua esposa e se casasse com outra, cometia adultério! ADULTÉRIO!!! A lei (Deut. 22:22) se refere à pena de morte como castigo para o adultério, tanto para o homem quanto para a mulher. Esse era um fato amargo para os homens que faziam com suas mulheres o que bem queriam. Mat. 19:10 nos dá a saber o seguinte: Se é essa a condição do homem com sua mulher, não convém casar-se”. Eles não viviam numa cultura em que se esperava que o homem vivesse com uma só mulher pela vida toda, que direitos iguais fossem dados caso o casamento não perdurasse.
      Como começamos a ler “a todo aquele que se divorcie de sua mulher” naquelas citações em que Jesus diz literalmente: “a todo aquele que abandone ou repudie a sua mulher?”
      Parece que o lugar onde constava apoluo foi traduzido erroneamente por “divórcio” e em 1611 começou todo o processo. A Versão Americana Stardard corrigiu o erro em 1901. Não chegou a ser suficientemente popular para fazer muita diferença. Wuest foi cuidadoso em evitar citações erradas como temos notado acima. Mas quase tudo o que tem saído do prelo tem sido influenciado pela Versão Bíblica King James, e ainda os léxicos gregos e tradutores mais modernos parecem ter-se deixado influenciar pela ocorrência da tradução de apoluo como “divórcio, ainda quando o significado da palavra não inclui um divórcio escrito (apostasion). Isso, por tradição, nos é ensinado a ter em mente, ainda que nossos olhos leiam “repudiar” na Versão King James.
      Seria o divórcio escrito a solução para a prática cruel de “repudiar’, como indica Deuteronômio? O Capítulo 24 de Deuteronômio é uma evidência de que tal como Deus atentou às queixas do povo no Egito e propiciou liberdade de sua escravidão, Ele também considerou as súplicas das mulheres que eram como escravas, dando-lhes liberdade do abuso por meio da trágica necessidade do divórcio; trágica porque termina com algo que nunca deve terminar-o matrimônio; necessário para proteger as vítimas daqueles que não obedecem as regras do nosso Criador, o Todo-Poderoso. Necessária originalmente porque o homem “repudiou” a mulher, colocando-a entre matrimônios ilegais, múltiplos e adúlteros.
      O Divórcio é uma Tragédia
      O divórcio é um privilégio concedido como um corretivo para situações intoleráveis. É um privilégio que, contudo, pode ser abusado. Divórcio não é um quadro bonito na maioria dos casos. Solidão, rejeição, um sentimento profundo de haver falhado, perda da auto-estima, crítica de familiares, dificuldades para cuidar dos filhos e muitos outros problemas que defrontam os divorciados.
      O divórcio poder ser mais traumático do que a morte de um cônjuge. A morte de um esposo(a) é dura de suportar, mas um cônjuge morto não volta novamente. Como via de regra, o divorciado volta, e assim se prolonga a situação. O divórcio é, porém, ainda como ao tempo de Jesus, uma solução parcial para uma situação séria e cruel, e pode ser a única solução razoável. Pode ser necessária, mas sempre é uma tragédia!
      É fácil pregar contra o divórcio, mas é difícil para a igreja ser construtiva em propiciar preparo para o matrimônio. Devemos estar prontos para prevenir alguns divórcio, ajustando nossas leis de divórcio ou proibições religiosas contra o divórcio, pois tais ações não impedem o rompimento dos casamentos. Quando os pares permanecem juntos só pela preocupação com a notoriedade atraída pelas leis do divórcio, e pela “segurança dos filhos”, isto pode resultar em tragédia. Desastrosos triângulos matrimoniais, crueldade doméstica, abuso de crianças, homicídio e suicídio são algumas das conseqüências comprovadas de matrimônios falidos, mas não terminados. Que opção mais tenebrosa! Um lar destruído é uma tragédia, mas nunca duvide de um homem jovem que ponha uma pistola na boca e termine seu matrimônio, a alternativa que encontrou para o divórcio. Sua igreja havia proibido o divórcio.
      Nosso alto índice de divórcios não é o problema real. O fracasso nos matrimônios vem primeiro, e logo depois o divórcio. O índice de divórcios é somente um indício de nosso elevado índice de maus matrimônios. Para corrigir isso, devemos fazer mais do que falar contra o divórcio. Parece difícil para a igreja ser construtiva em prover preparação para o matrimônio e reforçá-lo. Nisto é que se acha nosso desafio!
      Pode uma pessoa divorciada ser ordenada como diácono ou pastor? O apóstolo Paulo, um homem culto, conhecia a palavra grega para o divórcio (apostasion) e conhecia sua cultura. Ele também sabia que Cristo aceitaria qualquer um, mesmo ele, o “maior pecador” (I Tim. 1:15). É inadmissível que pastores e diáconos tenham muitas esposas, esposas escravas e concubinas. Cada uma dessas relações, que tinham o bonito título de poligamia, era adultério. Paulo rejeitava tais pessoas como líderes na igreja. O pedido da carta de divórcio em Deuteronômio 24 limitou o homem a uma só mulher e, além disso, é necessário que o ministro seja “irrepreensível, marido de uma só mulher, sóbrio, prudente, honrado, hospedeiro, apto para ensinar”. Ele rejeita a poligamia, não o divórcio.
      Apesar do sério abuso, a lei do divórcio (Deut. 24) ainda tem validade. O divórcio é uma solução radical a problemas matrimoniais insuperáveis. Isto acaba com todas as esperanças de que o matrimônio deva ser conservado, e declara publicamente que está falido. O pecado relativo a essa falência deve ser confessado. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar-nos de toda maldade” (I João 1:9). Isto também inclui o perdão para a falência do matrimônio.
      Ao contrário do repúdio, a carta de divórcio, que provém da lei, provê um benefício de dignidade humana para mulheres sujeitas ao abuso cruel, poligamia adúltera, e os caprichos dos homens de coração duro. Não existe algo de tão grande impacto como “desejo divorciar-me de você”, não é verdade? O divórcio declara o término legal do casamento, e havendo qualquer situação de adultério ou bigamia, qualquer das partes pode voltar a se casar. O divórcio rompeu a aliança matrimonial e todo o controle sobre a esposa anterior. O divórcio requeria estrita monogamia e prevenia contra o término unilateral, preservando o direito fundamental de casar-se. O divórcio faz o mesmo hoje em dia. Abandono, negligência, deserção, ou como se queira chamar ao coração duro que deixa sua mulher por outra mulher, sem divorciar-se, foram estão probidos pelo Senhor Jesus Cristo (Mat. 19:9; Mat. 5:32; Mar. 10:11,12; Luc. 16:18).
      Por séculos, muitas das comunidades cristãs têm interpretado estes ensinamentos de Jesus como:
      1. O divórcio está absolutamente proibido, ou melhor, está permitido somente no caso em que se admita ou comprove adultério.
      2. À pessoa divorciada, não se permite casar novamente.
      3. Uma pessoa divorciada que se case novamente, vive em adultério.
      4. Uma pessoa que se divorcia não pode ser ordenada como diácono ou pastor.
      Todas as pessoas que possuem estas crenças estão erradas. As três primeiras são contrárias à lei de Moisés e baseiam-se na passagem em que Jesus nem sequer usou a palavra grega apostasion, a quarta baseia-se numa passagem em que Paulo também não empregou tal palavra. A palavra que Jesus empregou foi apoluo, para “repudiar”. Este era o problema do qual tratava, não o divórcio.
      Uma pessoa divorciada deve ter muita graça e determinação para servir numa igreja que adota as quatro posições acima mencionadas. Como pode ser possível isto, quando a igreja é o Corpo de Cristo na Terra, para ser e servir como a pessoa de Cristo?
      Cristo, que uma vez levantou a voz por Jerusalém, deve olhar para baixo e levantar a voz por nós. Ele veio e chamou a Simão, o zelote, um radical anti-romano, e Mateus, um servo rejeitado em Roma, um par de incompatibilidades tais como se pode encontrar hoje, mas os pôs para trabalharem juntos na construção de Seu Reino. Logo, eles foram para Samaria, e Jesus mostrou-Se diante de uma mulher de antecedentes de fracassos matrimoniais, e a enviou para compartilhar da revelação de Deus em Cristo, como se ela fosse como qualquer outra pessoa. Ele deve levantar a voz quando nos vê desperdiçar tempo tratando de calcular quem podemos proibir de servir em Sua igreja.
      Jesus abertamente ministrava a todos que a Ele iam. Ainda muitos de nossos amigos divorciados têm medo de nossas igrejas. Entendem que o que ensinamos acerca do divórcio é o que a Bíblia indica. Podemos estar corretos em relação a nós mesmos e tão opostos a Cristo? Se assim for, estamos equivocados. Ele veio para salvar os pecadores.
      As únicas pessoas que Jesus sempre rejeitou foram os que queriam justificar-se a si mesmas, os religiosos “justos”. Está correta nossa compreensão de suas palavras simplesmente porque não se harmoniza com a sua vida? As pessoas divorciadas são merecedoras de verdadeiro respeito! Por séculos têm-se excluído essa gente das congregações e do serviço, do gozo e da igualdade, até mesmo da salvação, seres humanos pelos quais Cristo morreu. Se é ou não o divórcio um pecado, esta atitude preconceituosa sem dúvida o será! Conceda-nos o Senhor Sua graça para mediar a misericórdia de Cristo para os divorciados.

      Continuamos à sua disposição para estudar qualquer tema Bíblico que você quiser!
      Você tem estudado a Bíblia? Já fez algum dos cursos gratuitos on-line que temos no http://www.bibliaonline.net?

      Grande abraço!
      Carlos Vendet de Souza
      EQUIPE DE CONSELHEIROS BÍBLIA ONLINE
      ________________________________________

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      1. Estava cheias de dúvida pq convivo com uma pessoa a quase 5 anos e ela é divorciou pq não tinha mais sentimentos com uma pessoa q ele casou só pq engravidou.E muito antes de me conhecer ele tentou restaurar o casamento várias vezes.E qd estava casado com ela, ele bebia muito,não era fiel a ela e depois q nos conhecemos passamos a viver juntos nada do que ele fazia qd estava casado com ela não faz comigo.Deixou de beber etc e está sempre comigo.Procurei saber a respeito do adulterio e a resposta q ouvia é q eu estava vivendo em pecado.Estava desesperada pois tenho procurado não desagradar ao Senhor.Eu creio nessas palavras a cerca do divórcio, q o Senhor Deus tenha misericórdia da minha vida

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