Abundância na Obra Evangelística


Operários da Construção Civil, em Araguari, MG, de joelhos recebem o Evangelho

Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão. (1 Co 15:58)

 

Num dos capítulos mais lindos da Bíblia Sagrada, 1 Coríntios 15, o apóstolo Paulo enfatiza a pregação do Evangelho, isto é, a boa notícia que o mundo inteiro, em todas as gerações, ansiava por ouvir: O Messias Jesus, nascido na Judéia, havia provido salvação ao homem. Salvação completa. Corpo, alma e espírito. 

Paulo, em todo lugar onde chegava, antes de mais nada, pregava o Evangelho: que Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado, mas ressuscitou ao terceiro dia. Que Jesus venceu o pecado, o mundo e a morte e todo aquele que, com sinceridade reconhecer-se pecador e perdido, e, de coração, entregar-se a Jesus, em amor e fé, receberá a vida e também um novo corpo, igual ao de Jesus. 

Todo o capítulo 15 fala dessa notícia maravilhosa. Desse mistério de Deus, oculto desde a fundação do mundo: o perdão de pecados por meio de um sacrifício substituto e perfeito. A vitória da vida sobre a morte. A imortalidade triunfando sobre o que é mortal, por meio da ressurreição dos mortos. 

Deus tem para nós não apenas um novo caráter, mas também um novo corpo: ambos à imagem e semelhança de Cristo, o homem perfeito. Assim como o Pai se deleitava no Filho antes da criação do mundo, assim também seremos o deleite do Senhor, após a vitória final do amor sobre o egoísmo. Do bem sobre o mal. Da luz sobre as trevas. Da vida sobre a morte. 

Levar essa boa notícia (evangelho) a toda criatura deveria ser a obra prioritária de todo cristão, em todo o tempo e em todo lugar. Infelizmente estamos longe de sermos fiéis discípulos de Cristo, especialmente no cumprimento da única missão à qual fomos expressamente ordenados: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.(Mc 16:15). 

E por que somos tão pobres nessa obra de tão grande relevância? Por que vacilamos tanto? Por que desanimamos com tanta facilidade? Por que priorizamos coisas menos importante? Pergunte-se a si mesmo, amado e prepare-se para ser surpreendido pela sua própria consciência . 

Paulo termina o longo capítulo exortando-nos a mantermo-nos firmes e inabaláveis na obra do Senhor, e não somente isso, mas também a sermos abundantes nessa obra. 

Abundância?  É questão de quantidade sim e não somente de qualidade. É questão de pregar em todo lugar, em tempo e fora de tempo. Pregar quer seja oportuno, quer não. Pregar por boca ou por folheto. Pregar individualmente ou em grupo. Pregar, pregar, pregar… 

A mim, particularmente, me chama a atenção o fato de ter sido necessário uma exortação a mantermo-nos firmes e inabaláveis depois de tomarmos ciência de coisas tão maravilhosas. Certamente é porque existem  grandes perigos à frente da vida cristã que procuram tirar-nos a firmeza de propósito e abalar nossa decisão de servir ao Senhor. 

E quando olho para mim mesmo verifico quão vacilante sou, especialmente no que se refere ao primeiro amor. Quantas coisas me abalam e me impedem de manter firmeza nas resoluções tomadas quanto ao evangelismo, quanto a missões. Homem de ânimo duplo, vacilante, ora animado, ora desanimado. 

E por que então somos assim abalados frequentemente? Por vários motivos, mas, mais fortemente, por três:

 

Preocupações e prazeres desta vida 

Preocupações com o sustento da casa, família. Preocupações com filhos, familiares, amigos. Preocupações até mesmo com outras obras ministeriais, por incrível que pareça. 

Inversamente, também os prazeres nos abalam, pois sufocam a nossa disposição de servir incondicionalmente a Deus. Os prazeres deixam a palavra vazia em nós. Pelo menos naquele momento. 

Mas não foi o próprio Senhor quem disse para não andarmos ansiosos com coisa alguma? Não foi Ele mesmo quem disse que não deveríamos levar nada para o caminho, enquanto fazemos missões? Não foi Ele quem disse para não amarmos o mundo, mas às pessoas? 

Miseráveis homens que somos que não confiamos plenamente na Palavra do Senhor!

 

Conseqüências de pecados e erros 

Em nossa vida cometemos muitos pecados e erros também, os quais, mesmo perdoados, trazem conseqüências. Algumas brandas, mas outras sérias. E essas conseqüências impedem-nos de andarmos com liberdade no trabalho, porque envergonham-nos diante dos homens. 

Nossa consciência sabe tudo o que fizemos e quer tirar-nos a ousadia de pregar, para não sermos mais envergonhados ainda. Nossa consciência acusa-nos de hipocrisia e falsidade quando testemunhamos. 

Mas não foi o próprio Senhor quem disse que estaríamos falando dele e do que Ele fez e não de nós mesmos? Porque queremos exaltar nossa vida como se houvesse algo de bom nela? Temos que falar é de Cristo e do que Ele fez e nunca de nós mesmos. 

Miseráveis homens que somos por querermos prevalecer diante de outros homens.

 

Pecado 

Outra fonte de sabotagem, devastadora, por sinal, é o próprio pecado que insiste em manifestar-se em nosso corpo carnal e corrupto. O pecado é terreno e insiste em fazer a sua própria vontade, enquanto existir fôlego de vida na carne. O pecado esvazia-nos do Espírito Santo e afasta-nos de Deus. 

O pecado ou fruto da carne faz com que amemos mais ao mundo do que a Deus. E nesse amor, vamos, gradualmente, afastando-nos de Deus e da sua obra, que é celestial. Começamos por afastar-nos da comunhão com os santos. Afastamo-nos da congregação e, especialmente, do alimento espiritual. 

Quando paramos de ler a Bíblia, de orar, de meditar na Palavra, ficamos fracos espiritualmente. Somos abalados freqüentemente. Somos absorvidos pelas trevas. Passamos a ter comunhão com a iniqüidade, com a impiedade e com o escárnio. 

Miseráveis homens que somos que ainda não vencemos a atração que o mundo exerce sobre nós e nem a força do pecado em nossa carne. 

Mas, graças a Deus por Jesus Cristo, que nos dá a vitória sobre o mundo, o pecado e a morte! Graças a Deus por Jesus Cristo, pois embora tão fracos e vacilantes, ainda assim Ele tem aberto portas e enviado obreiros dispostos e recursos suficientes para que preguemos o evangelho aos humildes, conforme podemos ver no link:

https://verboeterno.wordpress.com/evangelismo/

 

Irmãos, sejamos francos conosco mesmos, para que sejamos firmes e inabaláveis na obra do Senhor. Os tempos caminham aceleradamente para as trevas e devemos trabalhar enquanto é dia. Breve não só não será possível obter abundância, mas principalmente, seremos impedidos de pregar o evangelho. 

Que o Senhor conceda a todos um ânimo novo e redobrado, pois no Senhor o nosso trabalho, muitas vezes com fadiga e esforço, não é vão.

 

José Adelson de Noronha

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