Murmuração: Maldição com Causa


Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Tomara tivéssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto! … Eu vos tratarei segundo as próprias palavras que pronunciastes aos meus ouvidos” (Nm 14:2,28). 

 

Um dos princípios de Deus é jamais violar nossa vontade, especialmente quando ela é manifesta de forma clara. Jesus, estando em grande tormento no jardim Getsêmani, a ponto de suar gotas de sangue, expressou sua vontade pessoal, isto é, que lhe fosse retirado o cálice das abominações dos homens.  Mas, em seguida, imediatamente, Ele renuncia à sua própria vontade declarando que faria a vontade do Pai: “Pai, se queres, passa de mim este  cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua” (Lc 22:42). 

Devemos tomar muito cuidado com o que dizemos, tanto em relação a nós mesmos quanto em relação às nossas famílias, trabalhos, amigos e projetos. Ao conversarmos podemos estar sendo bênção ou maldição. Seja conversa formal, informal e até mesmo em oração. 

Quando Moisés enviou doze homens a espiar a terra que haveriam de herdar, ele não os enviou para ver se poderiam vencer os povos da terra. Ele os enviou para ver o que havia na terra, as fortificações, os povos, o fruto da terra. Que eles haveriam de tomá-la era certo, pois Deus o havia prometido. Mas dez dos espias voltaram e trouxeram maldição para todo o povo, por duas razões principais: 1a) não se reportaram exclusivamente a Moisés ( o líder) mas a todo o povo reunido; 2a) disseram que era impossível ganhar dos habitantes da terra e que todos os israelitas morreriam ali, no deserto. 

Todo o povo começou a chorar, murmurar e concordar com eles. O que Deus fez? Concordou com eles, pois não deram razão a Ele. O Senhor então disse: “Por minha vida, diz o SENHOR, que, como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós outros.  Neste deserto, cairá o vosso cadáver, como também todos os que de vós foram contados segundo o censo, de vinte anos para cima, os que dentre vós contra mim murmurastes;  não entrareis na terra a respeito da qual jurei que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.(Nm 14:28-30) 

Dos doze, e de toda a congregação, iriam entrar na terra prometida e tomar posse dela, somente os dois espias que creram em Deus, as crianças e jovens abaixo de vinte anos. E, por trinta e oito anos, os israelitas vagaram pelo deserto, até que morresse o último adulto do tempo da maldição. 

No ministério de Jesus vemos, inúmeras vezes, Ele dizendo: “Vai-te, e seja feito conforme a tua fé”. Fé essa expressa por palavras ou por atitudes. A Bíblia é rica em exemplos de pessoas que perderam a bênção por causa de murmuração. Se há murmuração, há retrocesso na sua caminhada, há esfriamento espiritual podendo haver até morte, isto é, apostasia. Outros vivem desanimados porque são ingratos de coração. Quando há gratidão há sempre um ânimo novo, uma alegria. Se há louvor e fé, há liberação da bênção. Posse da ”terra”. Edificação. Vida plena e abundante. Somos fortalecidos quando damos glória a Deus! 

Se somos ingratos, o somos contra o Senhor e certamente entraremos numa área de desânimo tão grande que só a misericórdia de Deus pode nos tirar de lá. Ingratidão é um campo fértil para o desânimo. 

Mas, se ao contrário, louvamos e glorificamos ao Senhor, se expressamos de contínuo, por nossas atitudes e palavras sinceras nossa fé, estamos liberando as bênçãos de Deus sobre nossas vidas, nossos lares, nossos filhos, familiares, amigos, trabalhos, estudos, sobre tudo o que nos diz respeito. Dar glória a Deus faz com que recebamos muito mais e passamos a viver, desde já, no reino de Deus. É a posse do “reino de Deus”. No louvor a Deus somos edificados e desenvolvemos vida plena na presença do Senhor amado. 

Se somos gratos, é porque amamos a Deus e com isso, recebemos um renovo em nossos corações, um ânimo novo, um avivamento interno extraordinário. 

Amado irmão, se você tem as promessas de Deus em sua vida, se Ele já lhe disse que você é filho de Deus, por que duvidar? Por que murmurar? Por que trazer maldição à sua própria vida dizendo: “não posso”, não consigo”, “é impossível suportar isso?”. Ao falar isso, você está trazendo maldição, sentença pesada sobre você mesmo. “Mas nunca mais fareis menção da sentença pesada do SENHOR; porque a cada um lhe servirá de sentença pesada a sua própria palavra; pois torceis as palavras do Deus vivo, do SENHOR dos Exércitos, o nosso Deus” (Jr 23:36) 

Davi pecou mandando matar um soldado seu para ficar com a esposa dele e, quando confrontado por Deus através do profeta Natã, sem o saber, trouxe maldição para si mesmo, quando disse, por sua própria boca, que o culpado deveria pagar quatro vezes mais. Pouco tempo depois quatro de seus filhos estavam mortos de forma violenta. “Está na boca do insensato a vara para a sua própria soberba, mas os lábios do prudente o preservarão” (Pv 14:3) 

Creia nas promessas de Deus e O glorifique em todo o tempo e sua vida será plena de graça e paz! Graças a Deus por Jesus Cristo, o Verbo de Deus, em quem estão todas as bênçãos! Não é sem razão que tantos te amam, Jesus! 

Que a graça e a paz do Senhor estejam com todos. 

José Adelson de Noronha 

2 opiniões sobre “Murmuração: Maldição com Causa”

  1. Com certeza, não existe maldição sem causa…
    Murmuração ocorre quando há ingratidão, quando nos esquecemos do cativeiro de onde Deus na sua infinita Misericórdia nos resgatou; quando nos esquecemos do sacrifício vicário da cruz do Calvário. Excelente artigo, Deus continue abençoando a vida de vocês. Solymar, servo do Deus Altíssimo.

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