Na Presença de Deus


José Mateus

www.reavivamentos.com

 

“Então, se começou a invocar o Nome do Senhor”, Gen.4:26

Existem muitos fatos interessantes no tocante à presença de Deus durante o tempo de Caim. Alguns deles são, de facto, notáveis. Algumas pessoas têm enorme dificuldade em definir o que a presença de Deus representa ou significa.

Lemos, na Bíblia, que Deus enche a terra. No entanto, a maioria das pessoas não o vê, não O sente perto e não O ouve. Na época de Caim não era assim. Até mesmo o mau Caim tinha plena consciência ou percepção do fato de que seu sacrifício não fora aceito pelo Senhor. Ele simplesmente sabia que havia sido rejeitado. Parece, também, que ele tinha plena percepção de que o sacrifício de Abel havia sido bem aceite.

Sendo o homem bom ou mau, na presença de Deus tudo é claro e tudo é visível. É por essa razão que as pessoas más não são capazes de andar na presença de Deus. Podemos concluir e entender qual a razão que leva muitos homens de Deus a serem ordenados a andar na presença de Deus. Eles são capazes de andar nessa presença. Os demais andam somente na Sua ausência. Sob essa presença, tomamos conhecimento da mente de Deus a respeito de tudo o que fazemos ou tocamos.

Isso é o que significa andar na luz como Deus está na luz. Sob essa luz onde nada se oculta, toda a gente se torna consciente de tudo que está acontecendo ao seu redor e, também, do veredicto e da mente de Deus a respeito de tudo que acontece ou é feito.

Eu ouvi uma história, uma vez, que nos dá um pouco de luz sobre esta questão. Eu não tenho certeza que seja uma história verdadeira, mas, existem algumas coisas nela que estão de acordo com a Bíblia e com a verdade. Um homem morreu num acidente logo após haver tido uma discussão com sua esposa. Mais tarde, ressuscitou e contou a todos a sua experiência. Ele tinha visto o que existe para além da morte e quando chegou à porta do inferno, ele sabia, ele sentiu que nunca mais sairia dali, mesmo havendo sido um pastor evangélico. Havia morrido sem ter colocado a sua vida em ordem com Deus e com sua esposa. “Concilia-te depressa com o teu adversário enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz e o juiz te entregue ao oficial e te encerrem na prisão”, Mat.5:25.

Não devemos morrer em nossos pecados. No entanto, a única coisa que eu gostaria de realçar não é a questão doutrinária de morrer em pecado, mas, o fato de que este pastor ficou profundamente convicto de sua culpa e não podia argumentar contra a sua culpa e nem contra a penalidade merecida. Considerou que passar a eternidade separado da Vida de Deus era uma condenação justa e merecida.

Às portas do inferno, ele sabia, ele simplesmente percebeu que estava irremediavelmente condenado para sempre e concordou solenemente com o juízo de Deus sobre sua cabeça, o qual considerou justíssimo. Ele não conseguia estar em desacordo com essa penalidade, não conseguia refutar o fato de que havia pecado e que merecia ser condenado para sempre. Ele sabia que Deus era justo, mesmo que essa justiça estivesse tomando um veredicto eterno contra ele. Sabia que era culpado dum pecado terrível. Não precisava de que alguém o convencesse disso.

Por norma, nenhum mortal considera justa a condenação de Deus, a menos que passe por uma experiência semelhante onde possa enxergar claramente a mente de Deus. No meio dum avivamento genuíno, essa percepção a respeito da verdade costuma ser avassaladora e é responsável por uma verdadeira convicção de muitos pecados. Também testemunha da justiça de pessoas justas. Na verdade, num avivamento real e genuíno, a luz verdadeira é lançada sobre todas as coisas a respeito de tudo e revela as coisas como elas realmente são, como elas aconteceram e são vistas por Deus.

Temos razões para acreditar que antes que as pessoas passaram a ter a necessidade de invocar Deus, no tempo de Caim, tudo era luz e Deus era sentido muito perto continuamente. Lemos que as pessoas haviam sido, então, lançadas da presença de Deus. “Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne”, Gen.6:3.

Mas, antes que isso houvesse acontecido, Caim tinha consciência e percepção de qual seria a própria penalidade da lei de Deus. A Lei de Deus vivia dentro da consciência dos homens e era iluminada na presença de Deus, isto é, na luz onde tudo se enxerga.

Sabemos, pela palavra de Deus, que aquele que mata, será morto. Caim matou seu irmão e percebeu que alguém poderia matá-lo a qualquer momento fora presença de Deus. Se na presença de Deus ele havia conseguido matar seu irmão, tanto mais facilmente ele seria morto longe da presença de Deus sob a ameaça da Lei da qual ninguém escapa. Como sabia ele que seria morto? Tanto quanto sabemos, ainda não havia palavra escrita sobre a lei de Deus.

Ele concordou com a sentença e sabia que era a lei de Deus quem faria recair a pena sobre a sua alma. Mesmo que Deus houvesse colocado uma maior sentença sobre quem matasse Caim, é um fato que ele estava plenamente ciente da verdade a respeito de tudo assim que foi confrontado. A luz verdadeira coloca as coisas em contraste umas com as outras e a consciência da verdade a respeito de tudo o que nos rodeia é estonteante e avassaladora.

Hoje, vemos que as pessoas dizem facilmente que estão na presença de Deus. Pela minha apreensão das coisas, ou eles não sabem do que estão falando, ou, então, têm uma ideia errada a respeito da presença de Deus. É muito fácil alguém se apegar a uma mentira e depender dela como se fosse uma verdade irrefutável. Acreditam que estão passando por algo que não estão experimentando verdadeiramente. Alguns até pensam que os bons sentimentos significam estar na presença de Deus, mesmo que carreguem pecados com eles que nunca confessaram pelo nome.

E, de acordo com a Bíblia, na presença de Deus nem sempre as pessoas se sentem bem. Até mesmo o santo Moisés tremia de medo na demonstração do poder de Deus. Quando aquelas pessoas foram cortadas no coração por convicção de pecado em Pentecostes, ninguém de bom senso poderá afirmar que eles estavam tendo bons sentimentos ou que eles estavam passando por um momento agradável. É uma experiência terrível lidar com um Deus real, especialmente quando os nossos pecados ainda estão conosco.

Sob este prisma, podemos, agora, analisar as concepções que temos sobre a presença de Deus. Podemos estar vivendo num mundo de fantasia longe da realidade devido às crenças que ganham o seu poder nas teologias modernas.

O diabo ri de tais concepções e congratula-se por ser capaz de enganar as pessoas a respeito de tudo, a respeito da presença de Deus, o que leva as pessoas a criarem um Deus próprio em suas cabeças, o qual está mais de acordo com as suas próprias concepções de Deus.

Deus precisa ser revelado tal e qual Ele é e não como o imaginamos.

Rejeitemos as descrições de Deus e achemo-Lo tal qual Ele é. Vamos rever todas as nossas crenças e descobrir se temos, de fato, um Deus real, cuja presença é uma experiência real e irrefutável. Caso isso não assim seja, busquemos nosso Deus de todo coração até o acharmos verdadeiramente.

Amém.

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