O Espírito Santo e a Carne


José Mateus

www.reavivamentos.com

  1. As Escrituras dizem que onde dois ou três concordarem em oração, onde estiverem de acordo, obterão tudo aquilo que pedem. Isso implica que o Espírito Santo tem liberdade total para operar a mesma coisa nesses corações que se unem. Por essa razão estão de acordo. Isso precisa ser bem entendido antes de nos aventurarmos em orar com o propósito de recebermos respostas concretas. Os homens podem estar de acordo por muitas outras razões. Podem estar de acordo por terem a mesma cultura, as mesmas dificuldades ou os mesmos desejos e atitudes. Isso nunca pode ser visto como aquilo que Jesus diz ser concordar em oração. Concordar em oração significa que Deus opera as mesmas coisas em corações diferentes.

2. “Se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis” (Rm 8:13) Muitas das expressões neste capítulo de Romanos têm tanto significado que não se consegue transmitir a plenitude de tudo ao mesmo tempo. Lemos que a carne não é apenas mortificada, mas, que precisa sê-lo através do Espírito de Deus e não doutra maneira ou através doutros meios. 

Por via doutros meios nunca resultaria em santidade que agrade a Deus. Se temos mesmo o Espírito de Deus, existe uma maneira de tudo funcionar como vem descrito nas Escrituras. Certamente que ninguém pode ser achado a lutar da maneira errada. Paulo afirmou que a nossa luta não é contra carne e sangue. A nossa luta torna-se fácil abstendo-nos desse engano de sermos achados a lutar contra pecado e tentação.

Quando temos verdadeiramente o Espírito de Deus e quando não é um espírito enganoso passando pelo Espírito Santo, há que considerar a carne como defunta e morta. Ninguém tem razões para bater num morto ou de lutar contra ele. Morto não oferece perigo a ninguém. Caso o Espírito de Deus reine em absoluto e seja uma experiência real e não ficção religiosa, a carne é considerada verdadeiramente morta porque está mesmo morta. A carne encontra-se tão morta para este mundo quando um cadáver se encontra.

Assim, podemos envolver-nos com a Vida Eterna que habita em nós, isto é, aquela vida constante sem altos nem baixos.  Quando chegam as tentações, deveremos ser achados e absorvidos vivendo a Vida e não combatendo o pecado morto. “Guarda (segura) o que tens…” (Ap 3:11).

Quanto mais penso nisto, mais me convenço que o cerne da questão reside no achar a verdadeira plenitude do Espírito de Deus. Achando o Espírito da forma que Ele foi achado em Pentecostes, as coisas começam a funcionar da maneira que dizem as Escrituras. Ele será achado por quem o buscar de todo o coração.

3 opiniões sobre “O Espírito Santo e a Carne”

  1. Olá irmã
    É bom notar que a ênfase está no achar o Espírito Santo. Buscá-lo é o meio de achá-lo. O prolema maior é que as pessoas parecem estar satisfeitas com o buscar, com o orar sem receber. Desde que orem ou busquem ficam satisfeitos. O sacrifício basta, as consciências “apaziguam-se” e acalmam-se só com isso. Mas, o que devera acontecer era uma insatisfação maior caso a pessoa não achasse o que procura e não o inverso. Isso é o que cria a religiosidade, ainda que se tenha as doutrinas certas intactas. Sempre que buscarmos um Deus real, devemos desmantelar e destruir a mentalidade religiosa para o acharmos. Essa é uma das condições. Isto é, se acharmos verdadeiramente, achá-lo-emos tal e qual Ele é e não como o imaginamos. Isso faz parte da fé, pois, a fé não é e nunca foi crer, mas, crer na verdade. Por essa razão Paulo diz: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro (…) nisso pensai”, Fil.4:8. Só tem fé – verdadeira fé – aquele que consegue crer no que é real e verdadeiro. Jesus bem disse: “Se consegues (podes) crer…” Marcos 9:23. Se é necessário ter fé para o buscarmos de forma a achá-lo verdadeiramente, precisamos desvirtuar a ficção a ponto de neutralizá-la e abominá-la. Precisamos estar disponíveis e abertos para que Jesus se possa manifestar tal e qual Ele é. Se assim não for, estaremos criando um outro Cristo em nossa mente e será um ídolo lá. Essa é uma das razões por que João diz a verdadeiros Cristão firmes: “Filhinhos, livrai-vos dos ídolos”, 1 João 5:21. Não será difícil “achar” um Cristo falso, o qual esteja mais ou menos em conformidade com a imaginação, os desejos ou a imagem que alguém possa manter ou ter dele. Existem maneiras de alguns demónios se manifestarem como se fossem esse cristo, tal como existe a possibilidade da própria pessoa viver uma ficção que experimenta por via dos enganos, dos desejos e das emoções do coração. É por essa razão que as pessoas se “emocionam” tanto nas igrejas de hoje, pois, o Cristo verdadeiro não se manifestou tal e qual Ele é.
    Ora, podemos ser ajudados a obter uma imagem mais correta daquilo que Jesus é dando mais e melhor atenção ao que as Escrituras afirmam a seu respeito. Contudo, ainda que a imaginação do que Ele é esteja correta em nossa mente, não podemos esquecer de maneira nenhuma que se trata apenas duma imaginação e não duma manifestação real do Espírito Santo. Ele precisa manifestar-se e essa manifestação precisa estar de acordo com as Escrituras e precisa, necessariamente, abrir as Escrituras para as entendermos como nunca as entendemos antes, duma maneira que nenhum pregador neste mundo consegue igualar e muito menos superar, tanto a nível de simplicidade como a nível de realidade e de obra alcançada.
    Se prestarmos atenção ao simples fato de quem se trata o Espírito Santo e ao nome que o Pai deu ao Seu próprio Espírito, por exemplo, daremos um passo gigante a favor da verdade e contra a mentira religiosa que se propaga cada vez mais e cada vez melhor nos dias de hoje. Não que essas mentiras não tenham existido em tempos antigos, mas, o fermento de hoje encontra-se mais fermentado e mais apropriado para fabricar o pão envenenado que a grande maioria dos evangélicos comem com avidez. E sabemos que a pessoa se acostuma facilmente àquilo que come todos os dias, a ponto de achar ruim qualquer outra comida que se come. “E ninguém tendo bebido o velho quer logo o novo, porque diz: Melhor é o velho”, Luc.5:39.
    É interessante notar que Deus deu o nome de “Espírito Santo” ao Seu próprio Espírito. Podia ter dado outro nome, como o Espírito de Deus ou de Jesus, o Espírito do pai ou algum nome semelhante. Contudo, escolheu que se chamasse santo por razões especiais. Não é o Espírito dos dons, não é o espírito das curas ou do louvor, mas, é o Espírito da santidade. Logo, a sua principal característica é e será sempre a santidade porque é o Espírito Santo. Consequentemente, a Sua obra principal e, quem sabe, exclusiva, é tornar alguém santo. Quando somos baptizados no Espírito de Deus – no verdadeiro – seremos baptizados na Sua santidade, naquilo que Ele diz ser santo. Logo, não é e nunca será no tipo de santidade de alguém, mas, dele exclusivamente. Muito acham que ser santo é não cortar o cabelo, dizimar e outras coisas mais. Essa santidade de Deus, quando alcançou a sua obra ou o seu propósito, será relevante e qualquer um verá e sentirá a diferença e a transformação de vida, ainda que nem sempre os próprios se apercebam dessa transformação. Conta-se que, no avivamento que houve em Gales um século atrás, os mineiros foram convertidos numa certa noite e que, no dia seguinte quando foram trabalhar, os jumentos não obedeciam às suas ordens. Todos os jumentos de todos aqueles mineiros pareciam não obedecer às ordens de seus donos. Acharam aquilo estranho até entenderem que os donos haviam mudado tanto que falavam doutra maneira e em outro tom com esses jumentos e mulas. Esses animais não entendiam as ordens dos seus donos, ainda que usassem as mesmas palavras. Ora, se um jumento se apercebe dessa transformação, quanto mais as pessoas à volta.
    Entendendo a obra principal do Espírito Santo, sabemos que os motivos e as razões por que O buscamos tem uma importância extrema, caso o queiramos achar como Ele é. Precisamos buscá-lo de todo o coração pelas razões que Ele vem ou virá. Queremos ser santos? É isso que buscamos verdadeiramente? Desejamos ser celestiais de todo o nosso coração? Buscamos Deus por essa razão e por causa dos nossos pecados ou por outras razões? Tendo os motivos certos, conseguindo crer na verdade e buscando de todo coração desejando intensamente aquilo que o Espírito Santo vem alcançar em nós, acharemos Deus em toda a Sua plenitude. A experiência é verdadeira e real. Basta buscá-lo (de todo coração) pelas razões que Ele vem até alguém.
    Deus abençoe a irmã. Caso deseje saber mais e melhor sobre como buscá-lo de todo coração, pode entrar no site http://www.reavivamentos.com no link MENSAGENS e o tema ORAÇÃO que achará algo a respeito de buscá-lo de todo coração e achá-lo. Buscar não basta.
    Em Cristo,
    José Mateus

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