O Sumiço das Abelhas


 

José Adelson de Noronha

“Um mistério à solta no ar. Abelhas desaparecem nos EUA e na Europa, provocando prejuízos de bilhões de dólares a agricultores”, é o que diz a manchete da revista Veja, de 25 de abril de 2007.

Segundo a reportagem um fenômeno assombroso está acontecendo com milhões de colméias nos EUA, Canadá, França, Inglaterra, Espanha e Suíça. Enxames inteiros somem, de uma hora para a outra, misteriosamente, deixando as colméias apenas com a sua rainha e algumas pouquíssimas operárias. Na Inglaterra alguns apicultores estão registrando perda de 75% das colméias. Na Suíça, 40%. Há lugares que os apicultores registram desaparecimento de 90% de toda a sua criação.

As abelhas saem e não voltam mais. Tampouco são encontradas mortas próximas à sua área de trabalho. Um mistério que os agricultores, cientistas e autoridades não conseguem explicar.

Igrejas estão desaparecendo na Europa

Sintomaticamente, os jornais também noticiam que em muitos países da Europa, especialmente na Inglaterra, Suíça e países nórdicos, muitos templos cristãos estão sendo vendidos por falta de recursos para a sua manutenção. São templos tanto católicos quanto evangélicos.

E quem são os compradores? São famílias ricas que compram para transformá-los em residências. Residências espaçosas, obras de arte em vitrais, bairros familiares pacatos e ordeiros. São estúdios de gravação de DVDs, CDs e outras médias, por causa da excelente acústica que possuem. São bares e boates, por causa do excelente espaço interno, pé direito alto.

E onde estão as famílias que antes freqüentavam esses templos? Onde estão as antigas crianças, adolescentes e jovens que cresceram ouvindo ali a Palavra de Deus? Por que não vão mais à igreja? Por que não têm recursos para a manutenção do templo e seus obreiros? Esses países conhecem o evangelho há séculos. Muitos deles foram o berço de grandes missionários que levaram o evangelho aos confins da terra. E porque estão perdendo a fé agora? Porque estão tirando a Palavra de Deus de dentro de seus lares, suas escolas, do contexto de suas leis.

Fizeram leis liberalizando o divórcio, o aborto, a prostituição. E agora, estão fazendo leis legalizando a união homossexual. E mais, chegam a instituir que o ensino básico deve mostrar às crianças que o homossexualismo é uma opção à sua escolha.

Pessoas com recursos para comprar todo o templo e mantê-lo individualmente não faltam. Mas pessoas com seus dízimos e ofertas para a simples manutenção do templo, isso falta. O que está desaparecendo no coração dos homens? A fé? O temor do Senhor? Será que estão cheios da Palavra de Deus e pensam que não mais necessitam dela? O que antes era local de edificação espiritual passa a ser agora local de recreação carnal, local de conforto para a concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida.

Não sei se o mistério deste sumiço ou “arrebatamento” das abelhas é alguma manifestação de Deus aos corações dos homens. Mas sei que a Bíblia diz que a alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo o amargo é doce (Pv 27:7).

Os países mais “avançados” estão retirando Deus do coração do homem, quando tiram o ensino religioso das escolas, quando tiram a Palavra de Deus de suas constituições, quando rejeitam a fé em troca da vãs filosofias, materialismo, ecumenismo e outros “ismos”. Estará a alma dos homens farta de Deus? Do Deus legítimo, Jesus Cristo? Misticismo há muito. Espiritualismo, também. Mas onde está a fé no sacrifício de Jesus Cristo a favor do pecado do homem?

Jesus faz uma pergunta que é de nos deixar arrepiados, referindo-se ao tempo da sua volta: “Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc 18:8). Mas como as pessoas poderão ter fé, se não há local para a pregação da Palavra? A fé vem pelo ouvir e ouvir a palavra de Deus.

Está se confirmando o que a própria Bíblia diz quando afirma que chegará um tempo em que os homens procurarão, pelo mundo inteiro a Palavra de Deus e não a encontrarão. Nesse tempo, certamente aqueles que ainda estiverem aqui, sentirão como se fosse a doçura do mel até a Palavra mais amarga que vier da parte de Deus. E terão toda razão em assim sentirem, pois ela será muito escassa no período da Grande Tribulação. Nesse tempo, todos certamente dirão: “Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca… São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos” (Sl 119:103 e Sl 19:10).

Amados, Jesus está voltando. E um dos sinais claros é que o homem está perdendo o temor do Senhor no coração e, consequentemente, a sua fé. E está perdendo porque não tem semeado as sementes que recebeu para o replantio. Os dízimos e ofertas não têm sido suficientes nem mesmo para a manutenção dos templos cristãos nas nações tradicionalmente cristãs. Que o Senhor tenha misericórdia de nós. “Certamente, darás os dízimos de todo o fruto das tuas sementes, que ano após ano se recolher do campo. E, perante o SENHOR, teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu cereal, do teu vinho, do teu azeite e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer o SENHOR, teu Deus, todos os dias” (Dt 14:22,23)

Escassez de fruto

Amado irmão, como está sua vida pessoal em relação à Palavra de Deus? Sua casa espiritual está em perfeita conservação ou está sendo alienada segundo a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos? Não descuide de um bem tão precioso. A Palavra é vida para nós, que somos santuário de Deus. Não vendamos nosso templo para que outros se regozijem nele.

Lembre-se de que onde falta abelha, faltará não só a doçura do mel, mas também faltarão os frutos. Determinadas espécies frutíferas necessitam das abelhas para a sua polinização. E os poucos frutos que são produzidos tornam-se estéreis. Os pomares ficam como um jardim mirrado. Seu proprietário jamais poderá falar como o noivo no livro de Cantares falou a respeito do amor de sua noiva, sua amada: “Já entrei no meu jardim, minha irmã, noiva minha; colhi a minha mirra com a especiaria, comi o meu favo com o mel, bebi o meu vinho com o leite. Comei e bebei, amigos; bebei fartamente, ó amados” (Ct 5:1).

E que destino espera ter uma árvore frutífera que não dá fruto? Ser cortada pela raiz. O machado está posto à raiz da árvore. Jesus, amados, busca fruto e mel em ti. Primeiro, o fruto do arrependimento, depois o fruto da luz, que é a bondade, a justiça e a verdade e também o fruto do Espírito Santo. Quando produzimos frutos de arrependimento, o Pai que é o agricultor, vem e limpa para que produzamos mais frutos ainda, para que nosso coração se torne rico na manifestação dos frutos da luz e do Espírito Santo.

Logo após a ressurreição, o primeiro alimento que Jesus tomou foi peixe assado e mel. O peixe assado é um símbolo do pecador arrependido, e o mel é uma figura da presença da Palavra de Deus em nossos corações. “Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel” (Ap 10:9).

Na vinda de Jesus, somente os pecadores arrependidos que tiverem mel, isto é, que guardam a sã doutrina, serão arrebatados. E então, mais uma vez, as autoridades, cientistas e todo tipo de especialistas serão chamados a explicar o fenômeno assombroso. O maior mistério de toda a história da humanidade: O sumiço dos crentes!

Que a graça do Senhor esteja contigo, para que nunca falte em sua vida o amor pela Sua Palavra e assim todos estejamos prontos para a iminente vinda do nosso Senhor Jesus Cristo, o amado de nossas almas, a doçura de nossas vidas.

6 opiniões sobre “O Sumiço das Abelhas”

  1. Muito boa a mensagem, realmente o homem está perdendo o temor do Senhor no coração e isso está ocorrendo em largas proporções. Que Deus tenha misericórdia de todos nós e venha despertar os que “dormem” (espiritualmente falando).

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