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Avareza no Divórcio


PERGUNTA 

Pastor eu e meu marido estamos nos divorciando, seria no consensual porém não entramos em acordo em relação a pensão das crianças (ele não levou nenhum comprovante de renda e disse que era autônomo) embora ele não trabalhe de carteira assinada ele tem como comprovar sim quanto ganha e também tem a questão dos bens que a princípio eu tinha aberto mão dos dois carros que ele comprou alguns anos atrás porém esta no nome da mãe dele (mas me confirmaram que eu tenho direito sobre esses bens) e sou também que tenho direito sobre o carro que ele comprou recentemente (esse no nome dele). Mas esse último carro ele comprou não estava mais morando aqui em casa, mas ainda estávamos nos relacionando. Embora eu tenha direitos, gostaria de saber se isso poderá atrapalhar ou até mesmo impedir uma possível restauração no casamento. Uma vez que a separação ocorreu principalmente por falhas minhas e ele já esta muito magoado comigo (pois eu o trai) e nem quer mais falar comigo. O que eu faço pastor me ajuda pois não quero magoa-lo mais, embora seja um direito meu. Não sei o que fazer, estou muito confusa. 

Outra dúvida é se o divórcio desfaz a aliança do casamento, pois pesquisei na internet e tem muitas divergências. Alguns estudos e pastores dizem que mesmo com o adultério o divórcio não desfaz a aliança do matrimonio outros por dizem que sim, principalmente por causa desse versículo: Deuteronômio 24:1-4. “Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então será que, se não achar graça em seus olhos, por nela encontrar coisa indecente, far-lhe-á uma carta de repúdio, e lha dará na sua mão, e a despedirá da sua casa. 2 Se ela, pois, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem, 3 E este também a desprezar, e lhe fizer carta de repúdio, e lha der na sua mão, e a despedir da sua casa, ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer, 4 Então seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a tomá-la, para que seja sua mulher, depois que foi contaminada; pois é abominação perante o SENHOR; assim não farás pecar a terra que o SENHOR teu Deus te dá por herança.” 

O senhor poderia me explicar se esse versículo se realmente se trata da dissolução do casamento. Obrigada!

 

RESPOSTA 

Irmã, seu marido está com o coração endurecido e não quer perdoá-la. Ele vai sofrer muito por causa disso, rejeitando a salvação, pois quem não perdoa é porque não entendeu o amor de Deus e não recebe também perdão para salvação. 

Deus nunca quis o divórcio, mas exatamente por causa da dureza do coração dos homens (e mulheres também) foi que Ele permitiu que Moisés estabelecesse a possibilidade do divórcio. Mas o divórcio não anula, diante de Deus, a aliança feita no casamento. Pode anular diante das leis dos homens, mas não diante de Deus. 

Veja mais a esse respeito nas mensagens (e comentários adicionais) no site sobre Casamento, Divórcio, Aconselhamento. 

Quanto à questão financeira, pensão para filhos, bens a serem repartidos, etc, deve ser tudo legalizado sim. É justo, é legítimo, mas a insistência em que seja cem por cento segundo a lei dos homens e não segundo a possibilidade do homem, é tratado por Jesus como avareza.  “Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão lhe falou: Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança. Mas Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós? Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lucas 12:13-15). 

A insistência em reivindicar judicialmente repartição de carros é avareza e não confiar em Deus. Insistir em aumentar judicialmente o valor da pensão é ensinar aos filhos que a segurança deles vem é dos juízes e não do Juiz, que o sustento deles vem é do pai e não do Pai. 

E, claro, que ao se opor judicialmente ao marido, você está colocando uma grande barreira entre vocês, dificultando em muito uma possível reconciliação. Se quiser tentar reconstruir o lar e a família, seja sábia, pois apenas mulheres sábias edificam seus lares. As tolas destroem. 

O Senhor seja misericordioso para com você e seu marido, proporcionando a ambos o arrependimento, contrição e reconciliação, é minha oração a seu favor, em nome de Jesus.

José Adelson de Noronha

Dízimo Não é Por Força


PERGUNTA 

Olá pastor, paz do Senhor, tenho lido alguns dos seus posts e comentários sobre dízimos e finanças; aprendi muitas coisas, mas tenho uma dúvida: sou casada há 4 anos, tenho dois filhos, um menino de 3 anos e uma bebê de 3 meses. Depois que meus filhos nasceram eu não trabalhei mais, fico só em casa cuidando deles. Meu esposo trabalha sozinho, somos evangélicos ha muitos anos e vamos à igreja frequentemente, mas meu esposo não dá dízimo nem oferta na igreja; nunca. 

Nossa vida financeira é muito ruim, o salário dele só da pra pagar aluguel, água e luz, e o que sobra a gente faz as compras do mês (comidas) mas sempre que falta um semana pra acabar o mês, o dinheiro e a comida acaba, a gente passa uma semana só de água, pão, ovo e tem dia que ficamos com fome pra nosso filho ter o que comer… 

Eu falo pro meu esposo que ele tem q dar o dízimo, senão a gente nunca vai sair dessa vida; é muito triste eu não poder comprar uma roupinha nova pros meus filhos. Graças a Deus temos ajuda de algumas pessoas da família que fazem doação de roupas e calçados; então, eu acho que isso acontece porque ele não dá o dizimo. 

Muitas pessoas dizem isso pra gente, mas eu entendo o medo dele de dar o dizimo e a gente ficar sem nada pra comer… será que é por não dar o dízimo que acontece isso com a gente pastor? Por causa do dizimo que nunca damos?  E pra completar to morrendo de dor de dente e não tenho dinheiro pra ir no dentista; fui fazer um orçamento pra um canal no dente e é 250 reais; fui no publico e tenho que esperar surgir uma vaga…   dói tanto!

 

RESPOSTA 

Irmã, ninguém pode entregar o dízimo por força, sem crer realmente que o dízimo pertence ao Senhor. Se seu marido não foi convencido de que é o Senhor quem cuida dele e da família dele, então é melhor que ele não entregue o dízimo, pois esse dinheiro irá fazer falta a vocês. 

Mas, para aqueles que creem que tudo vem de Deus, entregar o dízimo é motivo de alegria e não de tristeza. 

Seu marido não tem que dar o dízimo para ser abençoado, pois milhões de ímpios no mundo todo são prósperos sem jamais terem dado dízimo algum. Nem oferta. Deus cuida tanto do homem bom, quanto do mau, pois Deus é amor. 

Dízimo é para que tenhamos alegria em confiar em Deus. Dízimo a gente não dá por obrigação, mas entrega por alegria em ter relacionamento íntimo com o Senhor. Confiamos no Senhor e não no dinheiro. E, ao confiarmos no Senhor, passamos a buscá-lo em todas as nossas necessidades, sejam elas materiais, de saúde, afetivas e, principalmente, espirituais. 

Não sei a razão de vocês estarem passando por tantas privações, mas confiem no que Jesus disse quanto à ansiedade e quanto aos cuidados do Pai para com seus filhos.

Leia e medite (orando e crendo) em Mateus cap 5:25-34. Aliás, leia Mateus caps 5, 6 e 7, pois ali está o resumo de todos os ensinamentos de Jesus para uma vida cristã agradável a Deus. 

Leia alguns mensagens no site a respeito de dízimo, gafanhoto devorador e salvação, como por exemplo: https://verboeterno.wordpress.com/2008/03/03/o-dizimo-e-a-salvacao/ e

https://verboeterno.wordpress.com/2007/06/08/gafanhoto-devorador/ 

Eu oro para que o Senhor os visite e os abençoe em todas as suas necessidades materiais e espirituais, em nome de Jesus. 

José Adelson de Noronha

O Cristão e a Loteria


Pergunta: 

Bom dia pastor! A paz do Senhor.

Por favor, me responde uma tenho uma duvida: por que o Cristão não deve apostar e nem jogar na loteria? Onde posso encontrar na Bíblia que é errado? Será porque Adão e Eva pecaram e a conseqüência do seu pecado diz “do suor do seu rosto comerás”?

Aguardo sua resposta… Carla

 

Resposta: 

Carla, os jogos envolvendo dinheiro, como loteria, bingo, aposta ou outros, conhecidos como jogos de azar, pressupõem em sua base, que apenas um ou alguns poucos ganhem enquanto todos os demais percam.

Um ou alguns poucos sentirão alegria, mas todos os demais sentirão tristeza, decepção e até, inveja do ganhador. Então, para que esses jogos funcionem o egoísmo tem que prevalecer, assim como a cobiça pelo prêmio, a inveja, o rancor e outros aspectos altamente reprováveis.

É a concupiscência ativamente estimulada. Depois, vem a soberba da carne por parte do ganhador. Depois vem a cobiça e assim, sucessivamente. Tudo isso é contrário à vontade de Deus. “Não ameis o mundo nem as cousas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo” (1 João 2:15,16).

José Adelson de Noronha

O Erro dos Pregadores da Prosperidade


José Mateus

www.reavivamentos.com

  

1.  O Senhor disse a Israel que deveriam dar suas ofertas de acordo com as bênçãos que haviam recebido de Deus, Deut.16:17. Isto tinha a intenção clara, também, de mostrar a todo mundo como Deus é fiel. Falaria claro e a bom som sobre a grande bondade e capacidade de Deus.

 

Contudo, os inventores das doutrinas de prosperidade trocaram a ordem das coisas: eles dizem que devemos dar para receber ao invés de darmos do que já recebemos. Deus não recebe para dar. Quem pensa que Deus recebe para dar erra o alvo, pois, a obra de Deus na terra é tornar as pessoas santas, misericordiosas e atenciosas para com seu próximo.

 

2.  Quando o Senhor fala de liberdade, Ele refere-se a sermos libertos de nós próprios e do pecado. O pior dono de escravo é o próprio, pois, é capaz de manter-se escravo a ele próprio até à morte. Por isso, assim que entrarmos na nossa herança de liberdade e paz, não podemos mais pensar ou decidir por nós próprios ou de acordo com a nossa visão das coisas. “Pois, aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são os filhos de Deus”, Rom.8:14.

 

A queixa principal que Deus mantém contra todos os pecadores é precisamente o haverem-se desviado “cada um por seu caminho”, Is.53:6. “Não fareis conforme a tudo o que hoje fazemos aqui, cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos. Porque até agora não entrastes no descanso e na herança que vos dá o SENHOR vosso Deus”, Deut.12:8,9.

Casar-se ou ajudar a mãe?


Pergunta:  

Tenho 23 anos e sou noiva. Deus nos abençoou com a compra de nosso apartamento e de quase todos os móveis. Mas, na verdade nós praticamente moramos juntos, pois eu fico na casa dele, vivendo como casal. Conhecemos a Palavra, embora sem freqüentar igreja. Apenas visito. Sei que sou toda errada, mas Deus me abençoou muito assim mesmo. 

O problema é que minha mãe depende de mim e minha irmã pra tudo, pois ela não tem como sustentar-se. E ela não faz nada para resolver sua situação e ainda, por cima, tem um namorado que já me deu muitos problemas. Isso está trazendo vários problemas pro meu relacionamento, além das dividas e adiamento nas obras nosso apartamento. 

Queremos casar e não temos como. Esperamos há muito tempo por essa vitória e não sabemos o que fazer. Estamos desgastados, estressados, sem gosto nem de ir no apartamento. Não tenho ânimo de ir trabalhar e tenho medo disso acabar com nosso amor. O que devo fazer? 

Conheço Deus e sei que Ele é maior que tudo isso, mas às vezes me sinto fraca, com vontade de desistir de tudo. Mas o que mais me atormenta é a idéia de estar sendo injusta com minha mãe, em achar que ela está atrapalhando meus sonhos. Devo mesmo ajudá-la e deixar pra depois meus sonhos? É um dilema: se tenho algo hoje foi porque ela e meu pai me permitiram e me educaram. Se ajudá-la fico sem casar. Se não ajudá-la ela não tem como sustentar-se, e aí, o que será dela? Ela também conhece a Palavra, mas não se firma e nem vai à Igreja. 

Me dê um conselho. O que devo fazer? Não quero ter que escolher entre minha mãe e o homem que amo. Deus colocou esse homem no meu caminho e ele é maravilhoso pra mim. Me ajude!

 

Resposta:  

Olha filha, realmente os filhos devem ajudar na manutenção dos pais, porém com sabedoria e dentro da sua realidade. 

Você pode escolher entre duas opções: 

1) Casar e morar com sua mãe e irmã, enquanto ela não consegue um trabalho ou serviços avulsos. Com isso a despesa de vocês ficaria restrita a uma casa somente. Há o ditado popular que diz: onde comem 3, comem 4. Enquanto vocês estiverem morando juntos, seu apartamento poderá ser alugado, gerando uma renda extra; 

2) Estabelecer um valor mensal para sua mãe, deixando a cargo dela administrar as despesas dentro da realidade dela. Isso a forçaria a buscar uma renda complementar, por meio de serviços avulsos ou emprego. 

O que não pode é vocês continuarem nessa vida de “casados” e em sofrimento, pois Satanás pega essas coisas para trazer confusão no relacionamento. 

Que o Senhor lhe conceda sabedoria e libertação do pecado e da culpa. 

“E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo” (Rm 15:13) 

José Adelson de Noronha