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Uma Virada no Verbo Eterno


José Adelson de Noronha

 

Amados irmãos e irmãs, que a graça e a paz do Senhor Jesus esteja com todos vocês, assim como em seus lares e projetos de vida.

Como alguns de vocês sabem, estou passando por um período de tribulação pessoal na área de saúde e todos os meus planos, projetos e ministérios tiveram que ser redistribuídos entre o corpo de Cristo.

O Site Verbo Eterno ficou à parte, porque eu esperava, mesmo de casa ou do hospital, dar um certo acompanhamento a vocês, mas, infelizmente, isso não tem sido possível.

Me entristece ver suas questões, pedidos de oração e ajuda e aconselhamentos sem resposta alguma. Eu não posso ser um obreiro morno ou fazer a obra do Senhor relaxadamente.

Por isso, depois de muitas orações decidi que é tempo de abrir o site a outros colaboradores oficiais.

No momento estou orando e buscando do Senhor as indicações desses colaboradores e suas confirmações voluntárias. Até lá, deixarei o site fechado a toda e qualquer participação.

Peço perdão a todos que buscaram o site e não foram atendidos e oro para que seja o Senhor, sempre, a lhes edificar a alma, ensinar, conduzir, guardar, curar e alegrar e, principalmente, a guardar-lhes a fé, a esperança e o amor no coração, em Nome de Jesus.

O Silêncio na Provação


José Mateus

1. Quando Deus não faz aquilo que desejamos a tendência é para duvidar. A pessoa, quando é posta à prova, por norma, não recebe aquilo que deseja, ou não recebe da forma que desejaria receber ou no tempo que quereria receber. Existe um ditado que diz que os verdadeiros amigos manifestam-se somente quando não temos dinheiro. Por vezes, Jesus apresenta-se a nós “como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos. Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado e não fizemos dele caso algum”,Is.53:2,3. Não se admire se Jesus se apresentar dessa forma, pois, será assim que se revelará se você é Seu verdadeiro amigo ou não.

2. Qual é a pessoa que, estando a ser provada, entende tudo aquilo que se passa com ela? Jó entendeu, a meio das provações, que estava sendo provado. Mas, nem assim entendia mais do que isso, pois, não entendia as provas e nem a forma como chegaram a ele. Apenas concluiu que estava sendo provado e nada mais. Por essa razão, somos aconselhados por Tiago a pedir sabedoria sob provações caso essa nos falte. Sabedoria é, também, prudência com as palavras que saem da nossa boca; controlar pensamentos e acusações descontroladas; não tirar conclusões apressadas, precipitadas e muito menos injustificadas, etc. “Bom é para o homem suportar o jugo (…) assentar-se solitário e ficar em silêncio; porquanto Deus o pôs sobre ele. Ponha a boca no pó; talvez assim haja esperança. Dê a face ao que o fere; farte-se de afronta. Porque o Senhor não rejeitará para sempre”, Lam.3:28-31.

Fonte: www.reavivamentos.com

A Nossa Páscoa


Jesus Crucificado

José Adelson de Noronha

 

“As palavras do Senhor são palavras puras, prata refinada em cadinho de barro, depurada sete vezes. Sim, Senhor, tu nos guardarás; desta geração nos livrarás para sempre. Por todos os lugares andam os perversos, quando entre os filhos dos homens a vileza é exaltada” (Salmo 12:6-8).

 

Jesus é o Verbo, a palavra de Deus. Palavra pura, vinda diretamente do Trono para os homens na terra. Jesus veio como homem, feito do pó da terra e tornou-se também, assim como nós, um vaso de barro, moldado para servir ao Reino, segundo a vontade do oleiro, o Pai. E durante a sua vida terrena, humana, Jesus viveu e serviu sem pecar, puro, sem dolo, engano, maldade. Aleluia!

 

Mas chegada a hora, na Páscoa, aquele vaso de barro tornou-se um cadinho no fogo. Ali na cruz, no monte Calvário, Jesus foi humilhado por todos, rejeitado pelos que abençoara, escarnecido pelas autoridades religiosas, civis e militares, moído em seu corpo pelas minhas incontáveis transgressões, tornado maldito pelo meu pecado, só e único em todo o universo! Ali, nessas circunstâncias, Jesus pronuncia sete frases redentoras do homem mau, impuro, iníquo.

 

Prata sete vezes refinada em cadinho de barro. Prata purificada pelo sofrimento. Na cruz do Calvário Jesus não acusa ninguém, mas abençoa. Jesus redime a humanidade com suas palavras. Do mais justo ao mais pecador. Do mais íntimo ao mais desconhecido. Jesus, morrendo horrivelmente, ensina-nos a perdoar, a amar, a servir e a confiar de forma absoluta no Pai, mesmo quando todas as circunstâncias são contrárias.

 

Sete frases na cruz:

  1. Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34);
  2. “Mulher, eis aí o teu filho”… “Eis aí tua mãe” (Jo 19:27);
  3. “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” Lc 23:43);
  4. “Tenho sede” (Jo 19:28);
  5. “Deus meu, Deus meu, por que me desamparastes? (Mc 15:34);
  6. “Está consumado” (Jo 19:30);
  7. “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23:46)

 

No espaço de três horas, em apenas sete frases depuradas pelo sofrimento indescritível, Jesus nos perdoa, ensina-nos a servir uns aos outros em família, revela a salvação exclusivamente pela Graça, mostra que é homem, barro como todos nós e dependentes do Pai e do Espírito Santo. Também consumou completamente a minha, a sua, a nossa salvação e confiou (manifestou fé absoluta) no poder do Pai para salvá-lo, redimi-lo e ressuscitá-lo das trevas.

 

Agora então podemos viver na absoluta certeza de que não há mais condenação sobre nós e que é o próprio Senhor que nos guarda e nos livra da vileza das acusações de satanás. Os perversos (satanás e seus anjos maus e espíritos imundos) estão ainda no mundo, andam por todos os lugares, inclusive nos lares cristãos, nas igrejas e ministérios, mas está chegando o dia em que o Senhor vai nos tirar dessas trevas e nunca mais seremos alvos dos iníquos e nunca mais seremos tentados.

 

Para sempre estaremos livres do mal. Em nós e ao nosso derredor. Demos graças a Deus por Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do Mundo! Ele é a nossa Páscoa! Aleluia!

 

O Cristão Pé de Jabuticaba


“Bem aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita dia e noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que no devido tempo dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha” (Sl 1:1-3)

Visitando há poucos dias o sítio de um casal amigo, Sr. Haníbal e Da. Sônia, nas proximidades de Belo Horizonte, pude desfrutar de jabuticabas maduras, docinhas, o que motivou-me a escrever esta mensagem, que há muito estava no meu coração.

A jabuticabeira, nativa do Brasil, tem muito a ensinar-nos. Árvore de porte médio, muitos galhos que saem do tronco a pouca altura do chão e que se desdobram em pequenos ramos, os quais resistem ao peso de um homem com facilidade, sem quebrar. Dobram, se encurvam, mas não se quebram com facilidade.

Na floração é um espetáculo! A jabuticabeira reveste-se do caule às pontas de flores brancas, pequenas, perfumadas. Enxames de abelhas e pequenos insetos a visitam desde o alvorecer até o apagar da luz do dia. É um manancial generoso de néctar. E, quando caem, suas flores encobrem o chão, formando um lindo tapete branco, generosamente disponível para as formigas.

Os frutos, a princípio quase que invisíveis, começam a aparecer, grudados diretamente no tronco. Eles cobrem todo o tronco, desde o chão, até as pontas dos ramos mais finos, no alto. E tomam forma arredondada, pequenos, ainda verdes. O rijo tronco se abre em pequenos poros, gerando vida e doçura.

E, na plenitude da frutificação, quando amadurecem, mais uma vez podemos ver o quão generosa é a jabuticabeira. Ela, agora, reveste-se, do caule às pontas de pequenos frutos, pretos, doces, dulcíssimos. É um espetáculo lindo de se ver. Aves e pequenos insetos vêm saborear da sua doçura, desde o alvorecer até o apagar da luz do dia. E, quando caem, as jabuticabas encobrem o chão, formando um lindo tapete preto, mais uma vez, generosamente disponível para as formigas.

Não há pessoa que não se encante quando depara com uma jabuticabeira na sua plenitude. Seja na floração, seja na frutificação.

Mas, para que ela produza assim, com abundância e doçura, ela necessita de estar plantada junto a águas ou receber água nas suas raízes freqüentemente. Sem esta água farta, seus frutos se tornam pequenos, mirrados, pouco doces. 

 

Perdendo Para Ganhar 

Além disso, a jabuticabeira possui uma característica interessantíssima: ela descasca por si só. Seu tronco, galhos e ramos soltam a casca com facilidade. Isto é, ao mesmo tempo, mecanismo de defesa e de fortalecimento. Na perda da casca ela se fortalece. Seu cerne cresce de dentro para fora. É maravilhoso.

A jabuticabeira é uma das poucas árvores que está razoavelmente protegida da praga da erva de passarinho, uma planta parasita que, pela deposição das fezes dos passarinhos com suas sementinhas, passa de uma árvore contaminada para outra. Esta pequena semente da erva de passarinho, desenvolve raízes grudadas no tronco da nova árvore hospedeira, e, ali cresce e expande-se, abafando a hospedeira. A erva de passarinho impede a floração dos ramos, impede a frutificação, sufoca a árvore gradativamente, até matá-la.

A jabuticabeira sabe proteger-se deste mal, pois descasca com facilidade, expelindo as fezes dos passarinhos com suas sementes, em princípio inofensivas, mas  assassinas em potencial. Ela perde casca, mas não perde o viço, o vigor e o fruto no seu tempo.

E, se porventura vemos uma jabuticabeira com erva de passarinho, é porque ela está próxima demais de outra espécie de árvore, a qual foi tomada pela planta parasita, e cujos ramos foram lançados sobre a jabuticabeira. Aí ela não tem como defender-se, pois as raízes do mal estão na árvore vizinha.

 

O Cristão Pé de Jabuticaba 

O homem tem muito a aprender com a jabuticabeira, especialmente a sabedoria e a generosidade. Estar plantado junto à fonte de água viva, que é Jesus, é garantia de frutos grandes, doces e abundantes. O homem que tem suas raízes na fé em Jesus e na salvação pela Graça de Deus sempre será viçoso e frutífero a seu tempo. Muitos virão até ele e encontrarão alimento e repouso, generosamente. Muitos se admirarão vendo o espetáculo da vida cristã, mesmo no sofrimento, quando tem que ceder, perdoar, abençoar quem o persegue.

Se alguém lhe ofende ou dá prejuízo, ele perdoa. Perde a “casca”, mas não perde o fruto. Se alguém lhe persegue, difama ou calunia, ele perdoa, abençoa e intercede pela pessoa. Perde a “casca”, mas ganha cerne. Um cristão nunca deixa a amargura abafar seu viço, sua alegria pela salvação alcançada. Um cristão sabe que o que importa é o interior e não o exterior. Seu valor para Deus está no cerne. O exterior é para abençoar aos que lhe buscam.

Irmão, seja você uma jabuticabeira generosa, que faz as delícias de quem lhe procura. Solte casca e ganhe em liberdade. Perca o supérfluo para ganhar cerne espiritual. Perca para dar fruto. Fruto do Espírito Santo, que é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Perca para glorificar ao seu Criador. Seja como Jesus, que sendo Deus esvaziou-se para glorificar ao Pai. Jesus nunca reivindicou ser tratado como Senhor. Ao contrário, Ele veio como servo de todos, inclusive do mais torpe pecador.

E não ande próximo demais a quem é amargurado de espírito, pois você pode ser contaminado, mesmo perdendo todas as “cascas” possíveis.  Não deixe que a murmuração, a queixa, a lamúria tome conta do sua vida ou do seu ambiente, pois isto pode espalhar-se de forma incontrolável. Fuja do conselho dos ímpios, não pare no caminho que os pecadores fazem, nem se admire do que fazem os escarnecedores que não temem a Deus.

Busque a Palavra de Deus com grande sede, pois ela é quem vivifica sua alma. A Palavra de Deus consola, alimenta, fortalece, sustenta. A Palavra de Deus é seiva que fará com que você tenha sempre vigor, viço e abundância do fruto do Espírito Santo. Fruto doce, dulcíssimo tanto para si próprio quanto para aqueles que convivem com você, seja familiares, amigos, colegas, vizinhos.

Nunca permita que a tristeza, amargura, mágoa, inveja ou cobiça tome conta de seu coração. Seja uma jabuticabeira do pomar de Deus. Solte a casca e busque a fonte de águas vivas.

Que a graça e a paz do Senhor lhe sejam multiplicadas.

José Adelson de Noronha

Precisamos de um Sexto Fundamento


Tim LaHaye

Meu amigo e editor da florescente revista World, que está em sintonia com as notícias da atualidade, escreveu um excelente artigo sobre o que constituem os “fundamentalistas” do tempo passado e aqueles da mídia secular. Nesse artigo, ele cita o brilhante teólogo J. Gresham Machem, o estudioso presbiteriano reformado que definiu os “cinco fundamentos”, escritos pouco depois da virada do século, em torno dos anos 1920.

Um estudo sobre a vida religiosa na América durante aqueles dias expôs a liberalização grosseira de muitos seminários denominacionais, particularmente naquilo que a mídia chama de igrejas “tradicionais”. Ele definiu as crenças centrais mínimas da igreja fundamental como seguem:

(…) a inspiração e infalibilidade da Bíblia, o nascimento virginal de Cristo, a obra expiatória da morte de Jesus, a ressurreição física de Jesus e a realidade histórica dos milagres de Cristo. Esses “fundamentos” eram vistos pelos crentes ortodoxos como alicerces de sua fé cristã – como se fossem as vigas mestras nas quais o restante da estrutura se apóia.[1]

Machem foi um grande defensor da fé, especialmente da inspiração das Escrituras e do nascimento virginal de Jesus. Alguns de seus debates com os liberais, em sua própria denominação, eram como que lendas para a maioria de nós que estudávamos em faculdades e instituições de pós-graduação cristãs conservadoras. Tremo só em pensar o que seria o cristianismo hoje se Machem e sua geração de pregadores, estudiosos e escritores fundamentalistas, além daqueles envolvidos em estudos de nível superior, não tivessem tomado o bordão e lutado as batalhas das guerras pré-anos 60, que fizeram com que os teólogos liberais e a mídia secular os insultassem, distorcessem e degradassem tanto quanto o fizeram. A voz do verdadeiro cristianismo teria morrido se eles não tivessem tomado uma posição agressiva em favor da verdade. Felizmente, o Espírito Santo os guiou e a muitos outros homens e mulheres de Deus que tomaram a Bíblia literalmente e edificaram igrejas que crêem nas Escrituras, e também faculdades cristãs e seminários fiéis, que se levantaram ajudando a Igreja a voltar para uma força vital na América, onde atualmente quase 70 milhões de cidadãos afirmam abertamente que tiveram a experiência do “novo nascimento” em Jesus Cristo. Essas igrejas que crêem na Bíblia estão se levantando em todos os lugares, tanto que na época das eleições muitos políticos buscam abertamente o voto “evangélico”.

Embora possamos agradecer sinceramente a Deus pelo valioso trabalho deles por amor ao Senhor durante a primeira metade do século passado, a igreja de hoje deveria assumir a causa do sexto fundamento que eles infelizmente omitiram ou negligenciaram. Trata-se do ensinamento sobre a Segunda Vinda de Jesus – Sua promessa de arrebatar Seus santos para o céu antes dos sete anos de Tribulação seguidos por Seu Glorioso Aparecimento, quando o Salvador estabelecerá Seu reino de paz sobre o qual reinará como “Rei dos reis e Senhor dos senhores” por mil anos. Ele amarrará Satanás durante todo esse período, após o que as coisas ficarão melhores ainda. Ele levará todos os Seus santos, ou seja, aqueles que colocaram a fé em Sua salvação sacrificial pelos nossos pecados, e nos levará a todos para o céu para sempre.

Há 109 profecias sobre a primeira vinda de Cristo, mas há 224 que prevêem Sua Segunda Vinda.

O motivo pelo qual eu digo que esse ensino sobre a Segunda Vinda é parte integrante das doutrinas fundamentais da Igreja Primitiva é que esse foi o primeiro ensinamento dos cristãos do primeiro século e tem sido assim desde os dias do apóstolo Paulo. Os dois primeiros livros de Paulo, 1 e 2 Tessalonicenses, podem ter sido os primeiros livros do Novo Testamento. Muitos estudiosos pensam que esses livros foram escritos cerca de dezoito anos depois de Pentecostes, para uma jovem igreja que Paulo fundara em Tessalônica. Essa era uma cidade grega forte, cheia de pensamento religioso pagão. Paulo ministrou a esses jovens cristãos por apenas três semanas, até que judeus invejosos o fizeram sair da cidade (At 17.1-9). Leia todos os oito capítulos e sublinhe as referências à Segunda Vinda de Cristo, e você verificará que esse evento é mencionado em todos os capítulos. O Dr. Mark Hitchcock tem um novo livro sobre profecia no qual menciona que há mais de 300 referências à vinda do Senhor no Novo Testamento, que tem apenas 260 capítulos. As profecias compõem 28% da Bíblia. Há mais que 300 profecias relativas à vinda de Cristo no Novo Testamento – uma em cada 30 versículos. Ele também afirma que há 109 profecias sobre a primeira vinda de Cristo (as quais Ele cumpriu completamente), mas há 224 que prevêem Sua Segunda Vinda. Vinte e seis livros do Novo Testamento se referem à promessa de Sua vinda, e três desses foram cartas pessoais a indivíduos. O restante destaca essa importante doutrina que foi pregada nos primeiros dias da Igreja.

Tenho lido que todos os concílios da Igreja desde o primeiro século até os dias de hoje se referiram ao retorno de nosso Senhor. Portanto, estou bastante embasado para me referir à Segunda Vinda como uma doutrina fundamental da Igreja, que deveria ter sido incluída pelo Dr. Machem e seus amigos. Podemos entender a relutância dele em trazer esse assunto à baila, pois, na Igreja Reformada, o tema não ocupava uma posição importante na visão que eles tinham sobre “a fé uma vez entregue aos santos”. A maior parte dos irmãos reformados tem seguido a linha de Agostinho: este ensinava que, embora a Bíblia devesse ser tomada literalmente, as profecias deveriam ser interpretadas de forma simbólica ou alegórica – ou espiritualizadas. Infelizmente, isso tende a confundir o corpo de Cristo sobre o ensinamento fundamental de que Ele voltará, como prometeu, e nos levará à casa de Seu Pai – conforme João 14.1-3 e muitas outras passagens das Escrituras.

Pessoalmente, creio que este é o motivo pelo qual muitos crentes têm se desviado para o amilenismo ou para o pós-milenismo e até do midi-tribulacionismo para o pós-tribulacionismo. Estes são ensinamentos falsos sobre as profecias, que roubam a esperança dos crentes, ensinos baseados na falsa idéia de que as profecias não podem ser compreendidas. Isso leva à questão sobre como Apocalipse 1.3 pode ser cumprido – que a leitura do livro de Apocalipse será uma bênção – se não se pode entendê-lo? Assim, a promessa não pode ser cumprida! Por que Deus inspiraria as profecias na Bíblia a menos que elas sejam para nosso entendimento e edificação? Ele não as inspiraria! É por isso que creio que o sexto fundamento deveria ser a promessa de que Cristo irá manter Sua palavra e a palavra dos discípulos, voltando um dia, como o apóstolo Paulo escreveu:

Por que Deus inspiraria as profecias na Bíblia a menos que elas sejam para nosso entendimento e edificação?

Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (1Ts 4.13-18).

Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir da incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir da imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1Co 15.50-58).

Estou no ministério do Senhor há 65 anos e tenho observado que aqueles que têm essa “bendita esperança” na Sua volta, e aquelas igrejas que se posicionam e pregam sobre Sua volta como uma doutrina fundamental de sua vida e de sua igreja, possuem um fogo em seu coração para ganhar outros para Cristo. Esta verdade tem um efeito sem precedentes sobre aqueles que lêem, estudam e pautam o curso de suas vidas através desses ensinos. Eles vivem uma vida mais evangelística e ficam na expectativa de se encontrarem com o Senhor nos céus. Um dia Deus dirá a Seu Filho, o Senhor Jesus, aquilo que o escritor de hinos cunhou em sua grandiosa canção sobre a Segunda Vinda: “Estes são os dias de Yahweh. (…) Filho, vá reunir os meus filhos!” (Tim LaHaye – Pre-Trib PerspectivesChamada.com.br

Nota:

1. Belz, Joel. “The New Fundamentalists” [Os Novos Fundamentalistas], WORLD MAGAZINE, 28 de janeiro de 2012, p.

Extraído de Revista Chamada da Meia-Noite dezembro de 2012